Dólar sobe 1,26% e atinge valor mais alto desde o fim de novembro
Bolsa de Valores cai 2,02% e fecha no menor nível em quatro meses
ECONOMIA
Em um dia de nervosismo no mercado financeiro, a Bolsa de Valores (B3) caiu nesta segunda-feira (12) mais de 2% e fechou no menor nível desde o início de agosto. O dólar teve forte alta e fechou acima de R$ 5,30 pela primeira vez desde o fim de novembro.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou a segunda-feira aos 105.343 pontos, com queda de 2,02%. O indicador chegou a abrir em leve alta, mas começou a despencar ainda durante a manhã. Na mínima do dia, perto das 12h, chegou a recuar 3,35%.
O dia também não foi tranquilo no mercado de câmbio. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,312, com alta de R$ 0,066 (+1,26%). A cotação chegou a cair na primeira hora de negociação, mas subiu após a abertura do mercado norte-americano. Na máxima do dia, por volta das 13h15, atingiu R$ 5,34.
Pressão
Tanto eventos internos como externos pressionaram o mercado financeiro hoje. No mercado doméstico, os investidores estão atentos à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que começa a ser discutida hoje (13) na Câmara dos Deputados, e a possíveis mudanças na Lei das Estatais pelo governo eleito.
No mercado internacional, os investidores estão na expectativa da reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), amanhã e quarta-feira (14). As expectativas se dividem entre um aumento de 0,5 ponto percentual, o que representaria uma desaceleração em relação aos quatro últimos reajustes, ou uma nova elevação de 0,75 ponto. Taxas mais altas em economias avançadas pressionam o dólar e a bolsa em países emergentes, como o Brasil.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


