ECONOMIA
Boi Gordo: Preços Encerram Novembro com Alta de 10,47%
ECONOMIA
Alta acumulada reflete oferta restrita e demanda aquecida no mercado interno e externo
O preço do boi gordo, conforme medido pelo Indicador CEPEA/B3, registrou uma valorização de 10,47% em novembro, fechando o mês a R$ 351,95 por arroba nesta sexta-feira (29). Apesar de uma leve retração de 0,04% no último dia do mês, o preço médio reflete a escassez de oferta de animais para abate, aliada à demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo.
Nos últimos cinco dias úteis, os preços oscilaram de forma moderada. Em 28 de novembro, o preço foi de R$ 352,10 (-0,16%), enquanto no dia 27 de novembro alcançou R$ 352,65 (+0,18%). No dia 26, a cotação registrou R$ 352,00 (+0,64%), e em 25 de novembro, foi de R$ 349,75 (+0,63%).
A valorização do mês de novembro foi impulsionada pela combinação de fatores, incluindo a baixa disponibilidade de boiadas prontas para abate e a estabilidade nas exportações de carne bovina, que continuam a fortalecer o mercado. Além disso, o preço do boi gordo em dólar fechou o mês em US$ 58,60 por arroba, refletindo as recentes flutuações cambiais.
Expectativa para dezembro: foco na demanda interna
O mercado agora se prepara para dezembro, período em que a demanda interna, especialmente devido às festas de fim de ano, deve ganhar destaque.
No estado de São Paulo, o preço médio a prazo do boi gordo, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/ESALQ), também encerrou novembro com alta acumulada de 10,42%, chegando a R$ 355,07 por arroba nesta sexta-feira (29). Embora tenha ocorrido uma leve retração de 0,05% no último dia, a tendência geral foi de valorização ao longo do mês, impulsionada pela oferta restrita e pela contínua demanda aquecida.
Assim como o indicador geral, o preço médio a prazo também apresentou oscilações mais moderadas nos últimos dias. No dia 28 de novembro, o preço foi de R$ 355,23 (-0,15%), enquanto no dia 27, alcançou R$ 355,77 (+0,19%). Já nos dias 26 e 25 de novembro, os preços foram de R$ 355,08 (+0,63%) e R$ 352,85 (+0,64%), respectivamente.
Adicionalmente, o Prazo Médio de Pagamento (PMP) apresentou variações, reduzindo-se de 22,57 dias em 25 de novembro para 14,63 dias nesta sexta-feira, refletindo ajustes nas condições de pagamento do mercado.
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


