O investimento será de R$ 12,7 milhões
BNDES apoia capacitação de empreendedores de baixa renda
ECONOMIA
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Movimento Bem Maior (MBM), apoiará a capacitação em gestão de cerca de 30 mil empreendedores de baixa renda de todo o Brasil.

A ação se dará por meio do Movimento Pra>Frente, da Fundação Dom Cabral (FDC), que disponibiliza uma plataforma com conteúdos em vídeo, podcasts, e-books e testes que abordam os principais desafios enfrentados por esse público.
A iniciativa receberá apoio do BNDES Fundo Socioambientel e do MBM com investimentos totais de R$ 12,7 milhões.
A expectativa é de que, pelo menos, 30 mil pessoas sejam capacitadas até 2025, com foco em mulheres, pretos, pardos e jovens empreendedores. Segundo o BNDES, poderão ser contemplados pessoas em situação de vulnerabilidade e de baixa renda, como trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI) e desempregados de todo o Brasil que necessitem do apoio para geração de renda por meio do empreendedorismo.
Os conteúdos da plataforma direcionados aos empreendedores estão organizados em séries completas que abordam temas determinados e visam a solucionar problemas e desenvolver competências como, por exemplo, em vendas e finanças.
Além disso, os empreendedores terão acesso à mentoria oferecida pela plataforma, por meio da qual receberão orientação individualizada e apoio psicossocial de mentores voluntários. De acordo com o banco, isso possibilitará o compartilhamento de experiência e novas ideias. Esses mentores voluntários serão capacitados em ambiente próprio da plataforma para realizar o suporte aos empreendedores.
Transformação digital
O BNDES e o Movimento Bem Maior também apoiarão o projeto Jornada Escola Conectada, do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb). A iniciativa promoverá o desenvolvimento, implementação e disseminação do uso de tecnologias educacionais em redes públicas de ensino. O projeto terá duração de 2 anos e será realizado em parceria com organizações sociais, que prestam apoio técnico e atuam junto a secretarias de Educação.
Por meio da Jornada Escola Conectada, 127 profissionais da educação terão suas competências fortalecidas para planejar e implementar a incorporação de tecnologias na rede, beneficiando 966 escolas e mais de 279 mil alunos. Para o BNDES, o domínio da tecnologia contribuirá para a gestão eficiente dos recursos escolares bem como para o acesso a recursos federais. O projeto tem investimentos estimados em R$ 5 milhões.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


