A balança comercial brasileira registrou superávit de 5,444 bilhões de dólares em julho, informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira, atingindo nível recorde para o mês nas exportações e importações
Balança tem superávit de US$5,4 bi em julho, com corrente de comércio recorde
ECONOMIA
O saldo de julho, porém, veio abaixo das expectativas de mercado. Pesquisa economistas apontava projeção de resultado positivo de 6,993 bilhões de dólares para o período. O dado também é 22,7% inferior ao registrado em julho de 2021.
O número do mês passado é fruto de 29,955 bilhões de dólares em exportações e 24,511 bilhões de dólares em importações. Os dois números representam os maiores resultados para meses de julho na série histórica iniciada em 1997, o que levou a corrente de comércio, que soma importações e exportações, a também atingir o nível recorde de 54,465 bilhões de dólares.
O valor das exportações cresceu 23% em comparação com o mesmo mês de 2021, fruto de uma alta de 12,2% nos preços dos produtos e de 4,7% no volume vendido.
No recorte por atividade econômica, houve avanço nas exportações de agropecuária (+40,2%) e da indústria de transformação (+33,2%). A indústria extrativa, por sua vez, recuou 5,6% no valor exportado, com impacto de uma queda média de 13,9% nos preços dos produtos.
Houve crescimento mais intenso no valor das importações, de 41,6%, reflexo de uma alta de 26,3% nos preços dos produtos e de 8,7% no volume comprado.
FERTILIZANTES
Além do efeito de alta nos preços globais, a guerra entre Rússia e Ucrânia também impactou o comércio de fertilizantes. Em busca de fontes alternativas de fornecimento desses produtos, os produtores brasileiros aumentaram as importações vindas do Oriente Médio, China e Canadá, segundo a pasta. No caso do Canadá, a importação saltou 481% em julho na comparação anual, totalizando 665 milhões de dólares.
Ainda assim, de acordo com o ministério, as importações de adubos e fertilizantes da Rússia também avançaram, com aumento de 180% em julho ante mês equivalente de 2021, somando 687 milhões de dólares.
No acumulado do ano, o Brasil teve saldo positivo de 39,8 bilhões de dólares na balança comercial, ante 44,4 bilhões de dólares no mesmo período de 2021. O resultado é fruto de 194,1 bilhões de dólares em exportações (+20%) e 154,3 bilhões de dólares em importações (31,6%).
“Portal do Agronegócio”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


