Valor do tributo não foi informado.
ATENÇÃO: Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anuncia a volta da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis, o que deve gerar aumento no preço do litro da gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular (GNV)
ECONOMIA
O Ministério da Fazenda informou, por meio de sua assessoria de comunicação, nesta segunda-feira (27), que o governo federal irá retomar a cobrança de impostos federais sobre os combustíveis a partir de 1º de março, quando expira o prazo da desoneração determinada por medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A modelagem da cobrança, com porcentual definido sobre cada item ainda não foi informada, mas a pasta garantiu que a arrecadação será recuperada em 100% com a volta da tributação. As estimativas da equipe econômica apontam para um ganho de R$ 28,88 bilhões para os cofres públicos com a medida.
A ação estava prevista no conjunto de medidas anunciadas pelo ministro Fernando Haddad para equilibrar as contas públicas e reduzir o déficit previsto para 2023. Mas ainda não há explicações de como a medida seria tomada na prática e como os impactos nos preços seriam absorvidos.
Assim como antes da isenção tributária, os combustíveis fósseis terão uma carga mais elevada em comparação com os biocombustíveis, seguindo a lógica de maior cobrança sobre produtos que geram externalidades negativas (neste caso, favorecendo a política ambiental defendida pelo novo governo).
A decisão ocorre em meio a uma queda de braço entre Haddad e a ala política do governo. Em janeiro, o ministro havia sido derrotado com a prorrogação de alíquotas zeradas para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre operações realizadas com gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular.
O benefício foi concedido inicialmente pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) como forma de controlar a evolução dos preços dos combustíveis, mas foi mantido por Lula nos dois primeiros meses do ano, em meio à preocupação com o choque de uma reoneração logo na largada da nova administração.
A equipe econômica do atual governo temia uma nova frustração de receitas com a medida – o que comprometeria os planos de redução do déficit público para 2023 e poderia contaminar, inclusive, as perspectivas para um desejado afrouxamento monetário por parte do Banco Central.
Do outro lado, a ala política manifestava preocupação com os potenciais impactos da reoneração sobre o preço dos combustíveis e a inflação – e, consequentemente, sobre a popularidade de Lula logo na largada de seu terceiro mandato.
Tal posição foi defendida publicamente pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT e figura influente no atual governo. Em postagem nas redes sociais na semana passada, ela argumentou que a retomada da dos tributos federais sobre combustíveis deve ser precedida por uma nova política de preços praticada pela Petrobras. E disse que reonerar agora “é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha”.
O fim da isenção dos tributos federais deve aumentar o preço da gasolina em R$ 0,69 e do etanol em R$ 0,24, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Mas isso não necessariamente significa que este será o mesmo impacto para o consumidor na bomba.
Especialistas no setor estimam que atualmente haja uma cobrança de sobrepreço na casa de 8% pela Petrobras nas refinarias para as distribuidoras em comparação com os preços internacionais. A diferença, em tese, pode ser usada para acomodar parte dos impactos provocados pela reoneração.
“InfoMoney”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


