Brasil
O forte aumento da arrecadação está relacionado com o impacto da pandemia da Covid-19. Houve aumento real de 46,77% na comparação com junho
ECONOMIA
A arrecadação de impostos, contribuições e receitas federais acelerou em junho e atingiu R$ 137.2 bilhões, informou a Receita Federal do Ministério da Economia, nesta quarta-feira (21/7).
Para efeitos de comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o resultado foi de R$ 93,4 bilhões (valor já corrigido pela inflação), houve aumento real de 46,77%.
No período acumulado de janeiro a junho deste ano, a arrecadação alcançou o valor de R$ 881,99 bilhões, um avanço de 24,49% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, este é o melhor desempenho arrecadatório desde o início da séria história, em 1995, para o semestre. Para o mês, apenas junho de 2011 obteve um resultado maior.
O forte aumento da arrecadação está relacionado com o impacto da pandemia da Covid-19. No ano passado, quando houve a primeira onda, as medidas de distanciamento social foram mais respeitadas, o que provocou a queda da arrecadação.
Em 2020, o governo também adiou o pagamento de tributos como PIS, Pasep e Cofins, o que baixou o resultado. Em 2021, esses pagamentos não foram postergados.
“METRÓPOLES”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


