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Aposentadoria do INSS: Dataprev tem nova Calculadora para os brasileiros

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ECONOMIA

Aposentadoria do INSS: Dataprev tem nova Calculadora para os brasileiros Para facilitar a vida do cidadão brasileiro, a Dataprev desenvolveu um simulador de aposentadoria*. A “calculadora” permite saber quanto tempo falta para se aposentar, de acordo com as novas regras da Previdência, e é capaz de realizar simulação da aposentadoria por tempo de contribuição ou por idade, de forma simples e intuitiva. A ferramenta inclui todos os tipos de profissionais que se enquadram na regra geral (RGPS não-professor e não-trabalhador-rural).

De acordo com o diretor de Desenvolvimento e Serviço (DDS), André Côrte, o simulador busca simplicidade, utilizando os conhecimentos da Dataprev sobre previdência. “O nosso simulador busca uma experiência simples e precisa. Sua construção contou com o conhecimento de negócio da própria empresa e, comparado com os demais simuladores, atende também quem tem direito pela regra antiga, além das opções de transição. Em adicional, o aplicativo faz a simulação antecipando parte das regras que estão sendo especificadas pela previdência”, explicou o diretor.

Para o superintendente de Produtos e Informação (SUPI), Gilmar Queiroz, o aplicativo foi desenvolvido em tempo hábil e de maneira ágil para atender a demanda. O superintendente explicou ainda que esta aplicação pode ser um estímulo para o aumento de acessos ao Meu INSS, aplicativo desenvolvido também pela Dataprev. “O aplicativo foi desenvolvido em duas semanas. Considerando a divulgação da mídia em torno do tema da Reforma da Previdência, entendemos que esta aplicação possa ser um estímulo e, consequentemente, gerar um aumento de acesso às aplicações do Meu INSS”, contou o superintendente.

De acordo com o analista da Coordenação de Gestão de Padrões de Desenvolvimento (COPD), José Rogério Filho, o aplicativo tem o objetivo de simular a aposentadoria do trabalhador urbano que se enquadra na regra geral mostrando o tempo mínimo necessário para cada uma das cinco regras de transição a que ele tem direito. “O aplicativo conta com uma interface simples e funcional, exibindo poucas perguntas e permitindo uma experiência agradável aos diferentes tipos de usuários”, explicou o analista.

O analista da Divisão de Gestão de Capacidade do Rio Grande do Norte (D5GC), Luis Sérgio Araújo, conta que, durante o desenvolvimento do aplicativo, os desenvolvedores buscaram uma interface intuitiva e simples que indicasse em qual regra o cidadão teria uma aposentadoria mais rápida ou mais rentável. “Durante o desenvolvimento do simulador, procuramos a interface mais fácil para atender a todos os públicos. Também procuramos formas de mostrar para o cidadão qual regra se encaixa na sua realidade atual”, contou o analista.

O simulador tem como objetivo principal mostrar para o usuário qual das regras de aposentadoria se adequa à sua realidade, de forma simples e intuitiva, para que todos os cidadãos possam usufruir da solução. O aplicativo pode ser utilizado na versão mobile e já está disponível na Play Store do Google e na Apple Store.

*O aplicativo é um simulador e não acessa os dados do cidadão.

“R7”

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ECONOMIA

Febraban desembarca do governo Bolsonaro em oposição à política econômica de Guedes

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Não foram a Caixa e o Banco do Brasil que desembarcaram da Febraban. É a Febraban que está rompendo com a política econômica do governo Jair Bolsonaro. A simbologia desse desembarque, após a entidade assinar um manifesto da Fiesp pedindo medidas urgentes para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos, é notadamente política e grave para o governo. Mas é também econômica, ao expor a insatisfação diante da escalada de hostilidades entre as autoridades públicas e fazer a defesa de pontos básicos institucionais que garantem o bom funcionamento da economia. Trata-se de uma ação pública radical para os padrões da Febraban, que vê nesse ruído institucional atraso para a recuperação econômica.

O movimento já estava a caminho quando banqueiros assinaram, no início de agosto, um manifesto que conectou boa parte da elite da sociedade civil em defesa do sistema eleitoral brasileiro para dar um basta às ameaças do presidente à democracia, entre eles Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, do banco Itaú Unibanco, e o CEO do Credit Suisse Brasil, José Olympio Pereira.

Manifesto que pede pacificação no Brasil teve origem na Febraban

Manifesto que pede pacificação no Brasil teve origem na Febraban

Olympio chegou a dizer que a “fervura aumentou e o sapo está na panela. Temos de pular enquanto é tempo”, em entrevista ao O Globo, declaração que enfureceu a área econômica.

Do lado dos bancos públicos, a decisão de romper com a Febraban, às vésperas de manifestações marcadas pelo presidente no feriado da Independência de 7 de setembro, foi tomada porque o governo viu no manifesto da Fiesp um ato político contrário a Bolsonaro, que o é de fato, mas que deveria ter sido respondido de outra forma, se assim quisessem. A realidade é que se configura ingerência política em bancos públicos, que são empresas de Estado e não de governo.

Nunca é demais lembrar que, no início do governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falava com orgulho que a escolha dele para os bancos tinha sido de “porteira fechada”, em outras palavras, uma administração altamente profissional e longe da interferência. Um mito que foi se desfazendo em vários episódios ao longo do governo Bolsonaro e que tem sua capitulação final na decisão de rompimento com a Febraban, ainda não confirmada oficialmente, mas que teve apoio de Guedes. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, é hoje um dos mais fiéis escudeiros de Bolsonaro e o comando do BB foi trocado não há muito tempo para atender uma ordem do presidente.

Para além do calor do momento, a saída subserviente da Caixa e do BB da Febraban terá consequências. Dirigentes da Caixa e do BB terão que dar explicações ao Tribunal de Contas da União. Reportagem do Estadão, por sinal, já mostra que os bancos estão preocupados.

É bom que eles se preocupem mesmo porque os bancos públicos não podem sofrer esse tipo de ingerência por razões políticas, principalmente o BB, que é uma sociedade de economia mista, com acionistas minoritários e ações negociadas em mercado fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Caixa, que não conta com capital aberto, tem sua gestão regulada pela Lei das Estatais.

Pouco tempo atrás, o ministro Bruno Dantas do TCU, acatando pedido do MP junto ao Tribunal, suspendeu todo o uso da verba publicitária do BB em sites, blogs, portais e redes sociais acusados de espalhar fake news por orientação da Comunicação do Palácio do Planalto e indiretamente do filho do presidente Carlos Bolsonaro.

Se a saída da Febraban foi aprovada pelo board dos dois bancos, todos os diretores podem ser responsabilizados na pessoa física pelo TCU com multa e até mesmo punição de ficarem inelegíveis para cargos públicos.

Seria uma condenação não para agora (provavelmente demoraria anos, com eles já fora dos bancos públicos), mas que certamente traria danos para as carreiras desses dirigentes no setor privado.

Afinal, que política de compliance (cumprimento das normas legais) de uma empresa ou banco do setor privado aprovaria um nome de alguém condenado pelo TCU?

Se confirmado, o rompimento traz muito mais perdas para os bancos públicos. Melhor teria sido se a Caixa e o BB não tivessem assinado o manifesto e pedido para nominar essa decisão no documento. Como o manifesto não foi ainda divulgado e nem a decisão dos bancos oficializada, bombeiros entraram em ação para reverter o pior.

‘Estadão’

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