Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura foi cotado recentemente para assumir a presidência da estatal, mas desistiu do cargo: ‘Não teve nada que me desagradou’
Adriano Pires nega mágoa e diz que críticas pela indicação à Petrobras ‘eram para atacar Bolsonaro’
ECONOMIA
O economista Adriano Pires Rodrigues, recentemente cotado para assumir a presidência da Petrobras, defende a política de estabilização do preço dos combustíveis para que o Brasil não seja “refém do câmbio”. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, ele lembrou a volatilidade do mercado, influenciado pela guerra na Ucrânia, a baixa do dólar em razão das commodities agrícolas e, no curto prazo, a nova alta da moeda norte-americano pelo lockdown na China, o que justifica uma política para estabilização dos preços.
“O governo não deveria ficar refém desses dois aspectos: preço de petróleo e câmbio, que são duas variáveis que ninguém controla. Por isso, defendo que o meio do caminho é não controlar o preço da Petrobras, porém criar uma política pública por um fundo que permita que o efeito guerra não impacte no bolso do brasileiro”, afirmou.
Também diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires avaliou as críticas à sua indicação ao comando da estatal. Para ele, as falas visavam o presidente Bolsonaro. “Não teve nada que me desagradou, talvez algumas mentiras que falaram sobre mim, mas acho que faz parte. Talvez foram mais para atacar o presidente Bolsonaro do que o Adriano. Agora, foi um convite honroso para mim. Trabalho há mais de 30 anos no setor de energia. Então só tenho que agradecer ao ministro Bento, ao presidente Bolsonaro pelo convite. […] Quando me colocaram e eu precisava vender a empresa há 20 anos com tanto esforço, aí pensei bem e falei: ‘olha, para vender essa empresa que me deu tanto trabalho para construir, também tenho funcionários que trabalham comigo há 20 anos’. Preferi abrir mão da Petrobras porque seria um egoísmo da minha parte não olhar para a empresa que construí e para as pessoas que trabalham comigo há tantos anos. Foi isso que aconteceu, não teve mágoa ou chateação. Isso faz parte”, mencionou.
“Jovem Pan”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


