DIREITOS HUMANOS
Sorriso: Repórter diz que como forma de retaliação, empresária local, divulgou lista de outros empresários que teriam votado em Lula
DIREITOS HUMANOS
Por Joel Teixeira
Em sua página no Instagram, em Sorriso(MT) a 85 km de Sinop, o repórter Jonatha Kennedy mostrou-se indignado com a suposta atitude de uma empresária local.
Ela teria divulgado uma lista que seria uma forma de retaliação, a fim de que clientes bolsonaristas não consumam, nem utilizem os serviços dos empreendedores delatados como petistas. O repórter que é nordestino desabafou: “hoje pela manhã eu recebi uma ligação de uma pessoa que eu gosto muito, relando sobre uma postagem que foi feita por uma pessoa que na minha opinião é mau caráter; que quis disseminar o ódio, o preconceito, o apartheid… quando publicou em suas redes sociais, algumas empresas que estariam apoiando o PT – Partido dos Trabalhadores.
Logo depois, ela emitiu uma notinha vagabunda aí, dizendo que não tinha intenção. Claro que tinha!”.
A mulher foi identificada como a consultora comercial e ativista de direita, Vanessa Pichinhaki. Ela teria divulgado uma lista com nomes de pessoas que, supostamente votaram em Lula para Presidente e apoiam o PT.


Vanessa faz alerta ao grupo, sobre o repórter

Conversa no grupo sobre empresas e empresários supostamente petistas.
O outro lado
O TV Notícias entrou em contato com a senhora Vanessa Pichinhaki, ela admitiu que é membro de um grupo de direita, no aplicativo WhatsApp, de onde saíram os prints que comprometem empresas e empresários como supostos petistas. Mas disse que apenas copiou a publicação de outra rede social e colou em seu grupo político privado, “essa lista saiu de um grupo particular de WhatsApp, não fui eu que criei, mas justo quando eu postei, saiu o print, porque várias vezes haviam citado os nomes dessas empresas. Mas o objetivo desse grupo, nunca foi denegrir a imagem de ninguém. Infelizmente pessoas pulverizaram isso. Eu nem participo de outros grupos, nem envio mensagens para grupos, como foi acordado e fui exposta principalmente. Somos um grupo de direita, um grupo privado de mulheres.
Nós fizemos um evento já na terça-feira à noite e reuni mais de 50 mulheres em plena praça pública. Um evento muito ordeiro, com muito respeito; com certeza respeitando todas as empresas. Jamais teria o objetivo de denegrir, ou fazer qualquer confusão, totalmente diferente do que foi acusado. Mas aquele print com os meus dados, com o meu telefone, está sendo multiplicado e não foi eu que multipliquei isso, sabe. Foi um ataque contra nós, como mulher. Ele não veio falar com a gente. Ele (JK) expôs toda a família, meu esposo é advogado, radialista. Ficou uma situação muito complicada.

Vanessa Pichinhaki – Acusada de ter feito postagens da lista
Deu B.O
O Senhor Hélio Blocher, esposo de Vanessa, disse que a intenção dela era apenas ter um grupo de direita para ajudar o candidato Jair Bolsonaro (PL), “não tem nada de errado, assim como o pessoal da esquerda tem total liberdade de fazer o grupo deles e fazer o que quiserem. Dentro do grupo, tinha uma pessoa infiltrada que não tinha nada a ver com a direita; outras pessoas mandaram uma lista de empresas dentro desse grupo privado e a minha esposa simplesmente copiou e colou. E, daí essa mulher em vez de tirar o print das outras mulheres que mandaram, tirou só o da minha esposa e mandou para o rapaz aí (repórter Jonatha Kennedy) daí esse rapaz aí, se aproveitou da situação, ficou se vitimizando e daí fui ver o perfil dele, parece que ele é da esquerda e deu uma repercussão negativa.
Em cima desse print, tem o telefone de minha esposa e o nome. Agora eu vim a delegacia, fiz um boletim de ocorrência contra ele e, provavelmente semana que vem estarei entrando com as medidas judiciais contra ele. Quem criou essa coisa negativa aí, foi ele, porque até então o grupo era privado e não tinha nada a ver de criar situação para constranger empresa, ou diminuir as pessoas, como ele mesmo falou nesse vídeo. Ele foi sensacionalista, citou até Apartheid, não deu o contraditório para minha esposa falar. Ele não possibilitou a ouvir o outro lado.
Ela fez uma nota ontem, mandou para ele, ele chamou a nota de vagabunda. O grupo não pulverizou isso, simplesmente uma pessoa que estava infiltrada pegou”.
Após grande repercussão, Vanessa emitiu uma nota. Veja a integra.
NOTA DE ESCLARECIMENTO!
Eu Vanessa, venho por meio desse UTILIZANDO AS MINHAS redes para ESCLARECER.
O grupo MULHERES PRÓ BOLSONARO, foi criado dia 02/10/2022. 22:07h.
Objetivos do grupo.
✔️Atrair com os com mesmos objetivos.
✔️ As mesmas ideologias.
✔️ Jamais o meu objetivo e do Grupo seria de denegrir ou ofender ao grupo de empresários mencionados na lista.
✔️Infelizmente teve uma pessoa que entrou no grupo que não comunga com as mesmas ideias da grande maioria, simplesmente adentrou no grupo tão somente para ” bagunçar e criar atritos”, ou seja, mal intencionada
JAMAIS, objetivo seria denigrir ofender e principalmente destilar Ódio, por empresários, tal esses que alguns não são coerentes ao exposto.
Desde dia 3 ate dia 4 em grupos diversos são citados nomes. Na infelicidade de comentar com a fala (não feita nem criada por mim), mas por mim postado.
Foi Ponto chave para pessoa mal intencionada levar a mídia que não fortaleceu e apenas multiplicou a intenção dessa mesma pessoa, Destilar Ódio esparramando o assunto pelos grupos com divulgação de meu nome e telefone, denegrindo e colocando em risco a minha pessoa.
Complemento que Prevalece o RESPEITO, EDUCAÇÃO, EMPATIA, e LIBERDADE.
Desculpe o transtorno ocorrido.
Atenciosamente Vanessa.
Procurado pelo TV Notícias, o repórter JK disse que também está sendo perseguido, após a divulgação da lista. Ouça o áudio.
Citados
O TV Notícias ainda não conseguiu localizar todos os empresários citados na lista, como petitas. Mas estamos à disposição deles para quaisquer esclarecimentos.
A loja Lenita, citada na lista, publicou uma nota sobre o fato em suas redes sociais.

Assista ao vídeo na íntegra
DIREITOS HUMANOS
Em dia de luta, defensores públicos atendem morador de rua na calçada
Defensores públicos saíram de seus escritórios nesta segunda-feira (19) para fazer o atendimento de pessoas em situação de rua, em mutirões montados nas praças e calçadas das grandes cidades, em ao menos 12 estados. Na maioria dos locais, os atendimentos seguem por toda a tarde. 

Em São Paulo, por exemplo, cidade que concentra a maior população de rua no país, foi montado um posto de atendimento na Praça da Sé, onde há exatos 20 anos ocorreu um massacre brutal no qual sete pessoas que dormiam na rua foram assassinadas e outras oito ficaram gravemente feridas. Desde o episódio, o 19 de agosto se tornou Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.
A população de rua vem aumentando ano a ano no Brasil. Um levantamento feito pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG) e divulgado em julho, contabilizou 300 mil pessoas vivendo nas ruas do país. Em dezembro de 2023, esse total era de 242.756 pessoas.
Segundo o estudo, uma em cada três dessas pessoas vive em situação de rua no estado de São Paulo, somando 126.112. Só na capital paulista, que lidera o ranking de capitais, há 80.369 pessoas nessa condição.
Demandas
Aos defensores, as pessoas que foram morar nas ruas levam uma gama variada de demandas, como conflitos de família, análise de processos criminais, busca por acesso a políticas públicas de assistência social e moradia e denúncias de violação de direitos, entre outras.
“Tem muita gente que está sem nenhum documento e vem procurar ajuda para conseguir emitir uma certidão de nascimento, por exemplo”, disse a defensora Fernanda Balera, subcoordenadora da Comissão Temática de População em Situação de Rua da Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos (Anadep).
Por não ter endereço, muitos em situação de rua têm dificuldade para se beneficiar de programas sociais. Segundo Balera, a defensoria busca superar essa dificuldade auxiliando no acesso a políticas de moradia, por exemplo. “As demandas não ficam aqui no dia, a defensoria leva cada uma adiante e mantém plantões permanentes de atendimento ao longo do ano”, explica a defensora.
Os mutirões ocorrem em Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Em outros estados estão sendo promovidas atividades de educação em direitos, que englobam distribuição de cartilhas no Centro Pop – espaço de referência voltado para a população em situação de rua -, palestras, oficinas e cursos populares.
“Precisamos estar nas ruas atendendo a população em situação de rua, garantir moradia. Precisamos garantir uma vida digna a essas pessoas. Por isso, a importância das defensoras e defensores públicos em diversos estados do Brasil estarem na rua”, disse à Agência Brasil a presidente nacional da Anadep, Rivana Ricarte.
“Ao desenvolvermos atividades em prol da visibilidade e da defesa dos direitos da população em situação de rua, mostramos que a Defensoria Pública está ao lado das pessoas em situação de vulnerabilidade”, disse.
Ação
Em julho de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou uma liminar (decisão provisória) do ministro Alexandre de Moraes, na qual determina que os governos federal, estaduais e municipais tomem providências para implementar a Política Nacional para a População de Rua, criada em 2009, mas que em mais de uma década teve a adesão de apenas cinco estados e 15 municípios.
Na mesma decisão, os ministros do Supremo proibiram o recolhimento forçado de bens e pertences, a remoção e o transporte compulsório de pessoas em situação de rua e o emprego de técnicas de arquitetura hostil contra essa população.
A liminar foi concedida na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 976 (ADPF), aberta pelos partidos PSOL e Rede Sustentabilidade, junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Eles alegaram a “existência de um estado de coisas inconstitucional” relacionado à população de rua, diante omissões estruturais dos poderes Executivo e Legislativo nas três esferas de governo.
“Agência Brasil”

