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Crítica, protesto e diversidade marcam último dia de folia do DF

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A festa chegou ao fim e os foliões brasilienses já estão ansiosos pelo próximo carnaval. SSP divulgará o balanço hoje, mas adiantou que a comemoração foi mais tranquila do que no ano anterior

zJá está dando saudade… Quem brincou nos vários blocos espalhados pela cidade está em contagem regressiva para 2026. Mais uma vez, Brasília mostra que aqui também é terra de carnaval. E o balanço preliminar da ecretaria de Segurança Pública (SSP-DF) aponta para uma comemoração tranquila, de maneira geral, com um menor número de ocorrências. A pasta divulgará, hoje, os dados consolidados de todos os dias de folia.

Tullio Mauro, de 45 anos, morador da Asa Sul,  foi um dos que se fantasiou de Bolsonaro na cadeia. “É um protesto e um desejo. Que ele [Bolsonaro] pague pelos crimes que cometeu”, disse. Para Tulio, a festa é um espaço de liberdade e de expressão, onde a crítica pode ganhar vida de forma criativa. “O pacotão tem essa tradição de protesto, de crítica. Achei um momento ideal para fazer esse protesto e mostrar esse desejo”, explicou.

Entre as fantasias irreverentes, Bruno Corrêa, 54, chamou atenção como Fred Flintstone. Morador do Cruzeiro, o servidor público mantém uma tradição no bloco: todo ano, escolhe um personagem de desenho animado como tema. “Já fui da Corrida Maluca, da Máquina do Mistério… Este ano, resolvi trazer a Idade da Pedra para a folia”, detalhou.

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Acompanhado da esposa, Shirlene Corrêa, 54, que se vestiu de Vilma, ele ainda montou um carro improvisado com papelão e isopor, reproduzindo o veículo icônico dos Flintstones. “Carnaval é bom para a alma e a criatividade.”

Os amigos Rodrigo Fassheber, 20, Guilherme Lima, 24, Gustavo Fassheber, 20, e Laura Costa, 20, não perderam tempo e garantiram fantasias combinando para honrar a estética da Lady Gaga no bloco que homenageia a cantora — As Leis de Gaga. Os estudantes aproveitaram a festa com muita animação.

“Tem dois anos que passo o carnaval em Brasília. Não é muito famoso (o carnaval), mas está melhorando bastante. Cada bloquinho está se superando”, disse Rodrigo. Segundo ele, a segurança também está ótima. “Viemos nesse bloquinho, Leis de Gaga, porque é o melhor bloquinho de Brasília, na minha opinião. Amamos a Lady Gaga, ela vai estar no Rio de Janeiro e a gente vai também”, contou.

Cultura

O pernambucano Armindo Riedel, 42, mora no DF há 27 anos. Apesar de o funcionário público sentir falta da folia no Nordeste, tem participado da festa na capital federal com a esposa, Natália Xavier, 35, e os filhos, Maria Fernanda, 1, e Pedro, 4. “Na última década, o carnaval brasiliense está crescendo mais. Não só os blocos tradicionais, outros vão surgindo e trazendo cultura de outros estados para cá, ajuda a matar a saudade de quem não pode viajar e estar lá na sua terra natal nessa época”, comentou Riedel, enquanto pulava no Ventoinha de Canudo.

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Entre os foliões que saíram no bloco Groove do Bem, estava a carioca Valdenice Santos da Silva, 60. O carnaval é a época mais aguardada por ela. “Conto os dias para chegar! Este ano, estou curtindo a folia aqui e estou gostando muito. É uma maravilha”, elogiou. Mesmo morando em Brasília há apenas quatro anos, ela vive intensamente a folia local. “Gosto de fantasiar, de brincar e de dançar, e o carnaval proporciona isso: amor, paz, resiliência. É tudo de bom”, enfatizou.

No CarnaSarau, a fantasia que se destacou foi a do personagem Chaves, vestida pelo pequeno Murilo, 2, filho de Adair Soares, 47. “A gente quis algo diferente e o figurino está fazendo sucesso por aqui”, disse. Este ano, Adair optou por um carnaval mais tranquilo, ao lado da família. “Aproveitamos muito quando éramos mais novos. Agora, com criança pequena, procuramos algo mais sossegado”, explicou.

E neste ano o Bloco Calango Careta completou 10 anos com muita vibração positiva. Os foliões tomaram a 106 Norte homenageando o Cerrado com bonecos gigantes de animais típicos do bioma.

“CB”

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Patrícia Poeta é criticada por entrevista com pai de jovem assassinada

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Apresentadora revelou, ao vivo, para o pai de Vitória como a filha foi assassinada e quem a matou

A apresentadora Patrícia Poeta está sendo duramente criticada nas redes sociais por conta de uma entrevista com Carlos Alberto Souza, pai de Vitória, jovem de 17 anos assassinada em Cajamar (SP). Na conversa ao vivo na manhã desta sexta-feira (7/3), ela deu detalhes para o homem sobre o assassinato e revelou quem é o suspeito de matar a estudante. 

Carlos Alberto estava acompanhado do repórter Mateus Luz. O jornalista contou que a polícia esteve na casa do pai da jovem para fazer mais perguntas para esclarecer o caso. Visivelmente abalado, Carlos desabafou sobre a situação.

“Os últimos dias foram um filme de terror para mim. Eu já não tenho mais lágrima para chorar, não tenho mais nada para fazer. Queria ter feito alguma coisa. Às vezes eu me culpo até do carro ter quebrado”, declarou.

“CB”
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