CRIME
Polícia Civil localiza em Lucas do Rio Verde corpos de vítimas em cemitério clandestino
CRIME
Local já vinha sendo investigado pela Polícia Civil por causa registros de homicídios, sequestros e desaparecimentos de pessoas nos últimos meses
A Delegacia de Lucas do Rio Verde localizou, na manhã desta sexta-feira (10.01), em uma área isolada e utilizada como cemitério clandestino no município, com os corpos de 11 vítimas enterradas.
O delegado Allan Vitor Sousa da Mata explicou que a Polícia Civil já vinha investigando a localização da área motivada pelos registros de homicídios, sequestros e desaparecimentos de pessoas nos últimos meses.
Após diligências minuciosas e baseadas em informações levantadas durante as investigações, os policiais civis identificaram a área suspeita, próxima ao bairro Tessele Junior.
Foram realizadas escavações iniciais, que resultaram na localização até o momento, de 11 corpos enterrados. A descoberta reforça as suspeitas de atividades criminosas graves na região, destacando a importância das ações investigativas em andamento.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os trabalhos periciais necessários à identificação das vítimas e coleta de vestígios que possam contribuir para esclarecimento dos crimes. O Corpo de Bombeiros Militar também foi mobilizado para apoio técnico às escavações.
A operação contou ainda com o apoio da Guarda Municipal, que auxiliou no isolamento da área e na segurança do perímetro, garantindo a integridade dos trabalhos e das equipes envolvidas.
O delegado reforçou que as investigações continuam para identificar os responsáveis pelos crimes e esclarecer os fatos. “Essa localização do cemitério ocorreu graças ao brilhante trabalho da equipe de investigação aqui de Lucas do Rio Verde e reforçamos assim, nosso compromisso com a apuração dos delitos e a busca por justiça, garantindo à sociedade respostas concretas sobre os crimes ocorridos”, destacou Allan Vitor.
Informações que possam contribuir para as investigações podem ser enviadas ao disque denúncia 197, com garantia de sigilo absoluto.
Mais informações serão divulgadas pela Polícia Civil após a conclusão das diligências iniciais.
“pjc”
CRIME
Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

