Soldado de 39 anos foi atingido por disparos no abdômen, nádegas, joelho esquerdo, coxas, pé esquerdo, além de várias marcas de agressões pelo corpo.
PM torturado por criminosos na Cidade de Deus morre após ficar 15 dias internado em hospital do Rio
CRIME
Por Jefferson Monteiro.
O soldado Carlo Cesar Davidowicz, de 39 anos, torturado por criminosos na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, morreu na madrugada desta segunda-feira (4) no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
O PM foi espancado e baleado em seis pontos do corpo por criminosos na Favela do Karatê no dia 20 de março.
O policial era lotado no 4º BPM (São Cristóvão) e foi atingido por oito disparos no abdômen, nas nádegas, nas duas coxas e nos joelhos esquerdo e direito. Além disso, a polícia constatou um corte na testa e várias marcas de agressão pelo corpo.
Segundo o boletim de ocorrência das equipes do 18º Batalhão da PM (Jacarepaguá), eles foram acionadas e receberam a informação sobre um policial que estava sendo espancado por bandidos no interior da comunidade.
O informe registra que os criminosos perceberam a movimentação de viaturas da PM e deram ordem para que um morador retirasse a vítima da favela. O PM foi socorrido e levado para o hospital.
Os criminosos, segundo o registro, também deram ordem para que moradores devolvessem a moto do policial e a identidade militar dele.
O caso estava sendo investigado pela 32ª DP (Taquara), que abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do crime.
“g1.globo”
CRIME
Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

