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Idosa é resgatada de trabalho escravo na Bahia: ‘Receio de pegar na sua mão branca’
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No dia 27 de abril de 2022, Madalena Santiago da Silva foi libertada do trabalho análogo à escravidão depois de 54 anos. Ela trabalhava sem salários como doméstica para uma família branca em Lauro de Freitas (BA) e foi libertada após uma ação do Ministério Público do Trabalho.
A idosa de 60 anos foi forçada a trabalhar para a família durante cinco décadas. Nesse período, ela teve mais de R$ 20 mil roubados de sua aposentadoria. Além disso, empréstimos bancários foram feitos em seu nome.
Cena desesperadora mostra face mais perversa do racismo brasileiro; após 54 anos sendo vítima de violência racista diariamente, idosa brasileira é libertada de trabalho análogo à escravidão
Após a deflagração da ação e a libertação de Madalena, a imprensa baiana foi atrás da vítima para ouvir sua história.
Enquanto a jornalista da TV Bahia Adriana Oliveira conversava com a doméstica, Madalena passou por uma situação emocionante e triste. A jornalista pegou na mão da vítima, que disse “fico com receio de pegar na sua mão branca”, disse a idosa.
Confira o vídeo:
Em seu depoimento para a televisão baiana, a vítima do trabalho análogo à escravidão relatou diversos casos de racismo da família contra ela.
“Eu estava sentada na sala, ela passou assim com uma bacia com água e disse que ia jogar na minha cara. Aí eu disse: ‘Você pode jogar, mas não vai ficar por isso’. Aí ela disse: ‘Sua negra desgraçada, vai embora agora’, disse Madalena à TV Bahia.
A pena para quem submete trabalhadores à situação análoga à escravidão é de 2 a 8 anos de reclusão, mas nunca nenhuma pessoa foi presa pelo crime na Bahia.
Atualmente, Madalena recebe seguro-desemprego e um salário mínimo conquistado por uma ação cautelar do Ministério Público do Trabalho.
“MSN”
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Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

