CRIME
Homem que matou 4 crianças em creche de Blumenau (SC) votou em Bolsonaro
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Luiz de Lima, autor da chacina que matou quatro crianças em Blumenau (SC) nesta quarta (05), apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seu Facebook, entre 2017 e 2018, o assassino fez uma série de postagens enaltecendo o ex-capitão antes do ataque.
A publicação mais antiga encontrada é de outubro de 2017, quando ele postou uma foto do então deputado federal com uma arma na cintura e elencou “razões para votar” nele. Os principais motivo para depositar o voto no ex-capitão seriam, segundo o bolsonarista, fazer Pabllo Vittar deixar o Brasil e incomodar políticos como Lula, Dilma Rousseff, Maria do Rosário e Jean Wyllys.

Em outra publicação, no ano seguinte, Luiz compartilhou uma montagem que comparava membros do futuro governo Bolsonaro a personagens dos Vingadores. A imagem comparava o então presidente eleito a Tony Stark, o Homem de Ferro, Sergio Moro ao Capitão América e Hamilton Mourão a Hulk.

No mesmo ano, ele também compartilhou um vídeo de Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, com um fuzil na mão e outras armas em volta.

O autor da chacina também usou a rede social hoje para publicar uma mensagem enigmática hoje. Após o ataque em que assassinou três meninos e uma menina que brincavam no parquinho da creche particular Cantinho do Bom Pastor com uma machadinha, ele escreveu: “Policial Fábio Matos que comandou o ataque, resistência manda um salve”.
Ele invadiu a instituição, matou as crianças e se entregou à polícia. As vítimas têm entre 5 e 7 anos, e outras quatro crianças ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital Santo Antônio.
A Polícia Civil investiga se há mais envolvidos no ataque e faz operação na creche junto do Instituto Médico Legal (IML). Todas as crianças que estavam no local foram entregues aos pais e a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) vai apurar se o ataque foi organizado pela internet.
“DCM”
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Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

