CRIME
Brasileiro suspeito de cometer crimes no interior do ES é preso após entrar ilegalmente nos EUA
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Um brasileiro de 31 anos foi preso na última quinta-feira (28) na ilha de Martha Vineyard, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Hiago Ornela da Silva foi preso pelo Departamento de Imigração e Alfândega por estar ilegalmente no país. O detido também é suspeito de duas tentativas de homicídio em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo.
Segundo a polícia norte-americana, ele entrou ilegalmente no país pela primeira vez em dezembro de 2007 e foi deportado no ano seguinte. O suspeito retornou àquele país, também de maneira ilegal, no final de 2022.
De acordo com informações da Polícia Civil, Hiago também responde por outro processo, junto com quatro suspeitos, por ter sido o mandante do assassinato de duas pessoas em Águia Branca, no Noroeste do Espírito Santo.
O duplo homicídio aconteceu em outubro de 2021, quando uma mulher e o ex-namorado foram mortos a tiros. Eles estavam em uma casa com um outro casal, que se escondeu durante o crime.
A Polícia Civil informou que espera a deportação do detido, mas ainda não há previsão de quando ele chegará ao Brasil.
Segundo o delegado Leonardo Foratttini, titular da Delegacia Regional de Barra de São Francisco, o brasileiro foi detido por agentes estadunidenses, após ter sido expedido “red notice” – mandado de captura internacional.
“A prisão foi resultado de uma ação conjunta entre as Delegacias de Barra de São Francisco, Águia Branca e Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Governador Valadares-MG – FICCO/GVS/MG”, afirmou o delegado.
Após a transferência, ele será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de São Domingos do Norte, também no Noroeste do Espírito Santo.
“TRIBUNANL”
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Bebida foi batizada com metanol para “transformar uma garrafa em duas”, diz Padi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a contaminação por metanol nas bebidas alcoólicas teria ocorrido no pós produção, e revelou que o antídoto importado, chamado fomepizol, deve chegar nesta semana, durante entrevista à TV Fórum nesta segunda-feira (6).
Padilha explicou que tudo indica que a adulteração ocorre após a produção, o que dificulta a retirada preventiva dos lotes. “Quando o crime acontece na produção, é possível rastrear o lote e retirar de circulação. Mas, neste caso, tudo sugere que a adulteração é posterior”, afirmou, ressaltando que o objetivo dos criminosos é “transformar uma garrafa em duas”.
Ele destacou ainda que o governo já garantiu o estoque de antídoto contra o metanol, após uma operação emergencial de compra. Foram adquiridas doses de etanol farmacêutico e fomepizol, medicamento de uso raro que precisou ser importado com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
“Não é um medicamento de circulação mundial. Tivemos que contatar o produtor e fazer a encomenda de forma emergencial, de sexta para sábado. A expectativa é que o fomepizol chegue nesta semana”, explicou o ministro.
O antídoto será distribuído em centros regionais de referência espalhados pelo país, com nove unidades em São Paulo.
As vigilâncias sanitárias seguem realizando visitas e apreensões de bebidas suspeitas em bares, mercados e distribuidoras. Em alguns casos, as polícias civil e federal têm feito o encaminhamento e a destruição das garrafas apreendidas, após os testes laboratoriais.
Padilha também respondeu sobre a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a respeito das sanções sofridas pelo país, por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e figuras públicas, como ele próprio e sua família, que foram impedidos de renovar vistos.
Ele destacou que as medidas dos EUA tiveram o efeito contrário ao pretendido, dando ainda mais visibilidade internacional ao Brasil, minutos antes de ser divulgada que a conversa de Lula e Trump havia sido feita nesta segunda.
“Eu sempre vejo o diálogo e a negociação como algo positivo. O que fizeram comigo foi um tiro pela culatra, porque conseguimos ter mais visibilidade ainda no evento da Opas”, afirmou o ministro, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Padilha disse que, após o episódio, recebeu solidariedade de cou.olegas e ministros de outros países, e que a intervenção brasileira ganhou destaque durante a conferência internacional. “Vários colegas entraram em contato conosco. A intervenção teve uma visibilidade ainda maior no plenário, e vamos continuar fazendo as agendas com a Opas. Esta semana irei para outras agendas, na Europa e na China, fortalecendo nossas parcerias”, complet

