O velhinho voltou

Criatura microscópica de 24 mil anos encontrada no gelo é descongelada e volta a se reproduzir

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Ciência

Por Rafael Pires Jenei 

Uma criatura microscópica de 24 mil anos foi encontrada no gelo, no subsolo do pergelissolo siberiano, exatamente a 3,5 metros abaixo do solo no rio Alazeya, no norte da Sibéria.

Após os cientistas descongelarem a criatura, o animal multicelular voltou a se reproduzir, e foi identificado como um rotífero.

A pesquisa foi publicada na Current Biology, uma vez que antes havia apenas o conhecimento de que essa criatura, em estado congelado, sobrevivia por apenas uma década.

Os rotíferos vivem atualmente também, em corpos d’água ao redor do mundo, como poças de água de chuva, lagos de água fresca, grãos de areia e diversos outros locais.

Segundo o biólogo Stas Malavin, que trabalha no Instituto de Questões Físico-Químicas e Biológicas de Ciência do Solo na Rússia, o relatório criado é a prova mais definitiva de que animais multicelulares são capazes de suportar milhares de anos em criptobiose.

Criatura microscópica continha argila rica em gelo

A amostra obtida pela equipe continha argila rica em gelo do Pleistoceno Superior, há 24 mil anos, segundo a datação por radiocarbono.

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A equipe responsável pelo relatório também selecionou 144 indivíduos aleatórios da cepa revivida, e os congelou novamente.

Os indivíduos foram congelados durante o período de uma semana, sob a temperatura de -15 graus Celsius.

Os sobreviventes, então, foram comparados a rotíferos de água doce atuais, que também foram congelados e revividos durante o mesmo tempo.

Resultados do experimento

No experimento, os rotíferos antigos não pareciam ser mais resistentes ao congelamento do que os rotíferos atuais.

Desse modo, a equipe sugeriu que, caso o processo de congelamento for relativamente lento, as células da criatura são capazes de resistir com danos mínimos quando ocorrer à formação de cristais de gelo, sobrevivendo.

A suposição da equipe é que existe um mecanismo onde animais multicelulares podem evitar os danos às celular.

Esse mecanismo permitiria que ocorresse todo processo de congelamento, e posteriormente, quando acordassem, seguissem normalmente com sua vida.

A informação sobre como os rotíferos foram capazes de sobreviver tanto tempo, no entanto, ainda é desconhecido.

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De acordo com os pesquisadores, quando a informação sobre esse suposto mecanismo for descoberta, deverá auxiliar na identificação de uma maneira de proteger as células de organismos mais complexos.


Fonte: Universo Racionalista

Imagem em destaque: Foto/Reprodução Michael Plewka

 

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Ciência

Japão bate 17 recordes de temperatura em apenas um dia

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Japão bate 17 recordes de temperatura em apenas um dia

A temperatura na cidade de Komatsu, na região de Ishikawa, alcançou 40,3ºC, informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).

Em Toyama, uma cidade da região de mesmo nome, o termômetro atingiu 39,8°C, a temperatura mais elevada desde o início do registro de dados.

Outras 15 localidades, tanto cidades como vilarejos, registraram novos máximos, com temperaturas entre 35,7°C e 39,8°C, acrescentou a agência, que monitora as temperaturas em mais de 900 pontos no Japão.

No dia 30 de julho, o Japão registrou a temperatura mais elevada de sua história, com 41,2°C na região de Hyōgo.

A temporada de chuvas terminou três semanas antes do habitual na região oeste do Japão, outro recorde.

O Japão registrou neste ano os meses de junho e julho mais quentes desde o início da compilação de dados em 1898. A JMA alerta para mais “calor severo” nos próximos meses.

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Segundo os cientistas, as ondas de calor estão se tornando mais intensas e frequentes em todo o mundo devido às mudanças climáticas provocadas pelo ser humano.

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