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Rio de Janeiro tem três chacinas por mês, revelam dados de plataforma inédita

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Por Andrea DiP, Clarissa Levy, Ricardo Terto

Uma nova plataforma divulgada pelo Instituto Fogo Cruzado revelou que as chacinas policiais no Rio de Janeiro não são algo que ficou no passado, como as conhecidas chacinas da Candelária, Vigário Geral e Acari. Pelo contrário, elas são parte da política cotidiana de Estado. 

Segundo dados levantados, de sete anos para cá, as chacinas ocorridas na região metropolitana da capital do Rio foram responsáveis pela morte de 1.137 civis. Em média, ocorreram três chacinas ao mês. Apesar das estatísticas assustadoras evidenciarem uma guerra diária permanentemente, por outro lado, há a percepção de que o estado brutal de violência não impacta mais a população.

Na avaliação de Maria Isabel Couto, uma das diretoras do Fogo Cruzado e doutora em sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o que leva a uma insensibilidade diante dos casos é a forma como a violência foi naturalizada pelo Estado. Por ser um problema tão recorrente, as pessoas passam a acreditar que a política de extermínio utilizada pelas forças policiais é algo natural.

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No  podcast “Pauta Pública”, a pesquisadora, questiona a falta de dados produzidos pelo poder público e acusa que o Estado teme produzir evidências contra si mesmo. Para contornar a situação, ela orienta a articulação de entidades da sociedade civil com a gestão pública.

Confira os principais pontos da entrevista e ouça o podcast na íntegra abaixo:

Agência Pública

 

 

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Número de mortes por intoxicação por metanol em São Paulo sobe para cinco

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A Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos

Garrafas apreendidas durante fiscalização em bar na Mooca, zona leste de São Paulo, nesta segunda (29)Autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas

O estado de São Paulo registrou um aumento no número de mortes por intoxicação por metanol, que agora chega a cinco. Os incidentes ocorreram tanto na capital quanto na região metropolitana. Até o momento, foram contabilizados 22 casos de intoxicação, sendo sete confirmados e 15 ainda em fase de investigação.

Em resposta à situação, as autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas. Especialistas alertam que a contaminação por metanol geralmente está associada à falsificação de produtos, uma vez que a substância não altera o sabor ou o aroma, sendo identificável apenas em análises laboratoriais.Ainda não se sabe a origem do metanol ou como as garrafas foram contaminadas.

Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos de intoxicação por metanol. Um inquérito foi aberto para investigar a origem da substância e verificar se houve distribuição em outros estados

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