CUIABÁ

Siga nossas redes

Covid-19

País aplicou 122 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19; são 57,62 doses aplicadas a cada 100 habitantes

Publicado em

BRASIL

O Brasil continua em 66º lugar no ranking global de aplicação de doses da vacina contra Covid-19 neste sábado (17), na relação a cada 100 habitantes. O país, que iniciou a vacinação há mais de cinco meses, já esteve na 56ª posição desse ranking e chegou a descer para a 70º – nas últimas semanas ocupava a 68ª posição. 

Entre os países que compõem o G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, o país está em 11º. Segundo os dados atualizados pela Agência CNN, o Brasil aparece com 57,62 doses aplicadas a cada 100 habitantes. 

O Reino Unido segue na liderança da lista, com 120,35 na relação a cada 100 pessoas. O Canadá aparece na sequência, com 118,51. Em seguida, a Alemanha (102,19), os Estados Unidos (100,65) aparecem em quarto lugar, seguidos pela Itália (100,18) e China (99,88).

A França (93,50) aparece em 7º lugar, seguida pela Turquia (74,15). A Arábia Saudita aparece na sequência, com 62,99 doses aplicadas a cada 100 habitantes. No 10º, antes ocupado pelo Brasil, aparece a Argentina, com 58,66 doses aplicadas na mesma proporção. 

Considerando os números absolutos da vacinação, a China continua com a liderança do ranking, com 1.437.623.000 de doses já aplicadas. 

No segundo lugar, aparece a Índia, com 399,6 milhões de doses aplicadas. Em seguida, os Estados Unidos, com 336,6 milhões. O Brasil permanece em quarto lugar, com 122 milhões de doses aplicadas — mesma posição se considerarmos os países do G20. 

A Alemanha aparece em 5º, com 85,6 doses aplicadas. O Reino Unido está na 6ª posição, com 81,7 milhões de doses aplicadas em números absolutos. Os dados foram compilados pela Agência CNN com informações das secretarias estaduais de Saúde e do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido. 

“CNN”

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Ex-jogador de futebol morre em acidente no interior do AM
Propaganda

BRASIL

Estudo aponta meio milhão de tuítes ofensivos à imprensa em três meses no Brasil

Publicados

em

Por Patrícia Campos Mello 

Levantamento da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e do Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio) registrou meio milhão de tuítes contendo hashtags ofensivas à imprensa em apenas três meses, sendo que 20% deles partiram de contas com alta probabilidade de comportamento automatizado.

Segundo o relatório, grupos de comunicação considerados críticos ao governo Jair Bolsonaro e jornalistas mulheres foram os alvos preferenciais no monitoramento realizado entre os dias 14 de março e 13 de junho de 2021.

A pesquisa monitorou as mais frequentes hashtags de ataque à imprensa no período: #imprensalixo, #extreamaimprensa, #globolixo, #cnnlixo e #estadãofake. Além disso, os pesquisadores mapearam episódios de assédio nas redes contra perfis de alguns jornalistas, como Maju Coutinho (TV Globo), Daniela Lima e Pedro Duran (CNN Brasil), Mariliz Pereira Jorge, colunista da Folha, e Rodrigo Menegat (DW News).

Segundo o levantamento, a quantidade de tuítes mencionando jornalistas mulheres foi 13 vezes maior do que aqueles que se referiam aos colegas homens. Em 10% dos tuítes estavam presentes termos depreciativos e palavrões como safada(o), vagabunda(o), puta(o), burra(o), ridícula(a), idiota, arrombada(o) e imbecil.

A incidência desses termos foi 50% maior quando direcionados às jornalistas mulheres, em relação aos homens.

De acordo com o estudo, o uso de contas automatizadas indica “mobilizações orquestradas com o objetivo de ampliar artificialmente movimentos de ataques à imprensa no Twitter”.

“A utilização de robôs multiplica o alcance nas redes em torno de determinados assuntos, criando uma percepção falsa de uma adesão maior do que a real a determinadas posições ao estimular artificialmente um efeito de manada”, afirma o relatório.

“A identificação de contas automatizadas também sugere que existem determinados atores com interesses políticos, recursos financeiros e capacidade técnica mobilizados para promover um ambiente de descrédito generalizado à imprensa nas redes sociais.”

O diretor regional da RSF para América Latina, Emmanuel Colombié, diz que “as críticas à imprensa são absolutamente normais, saudáveis e necessárias em qualquer democracia”. “Isso nada tem a ver com os movimentos organizados de ódio ao jornalismo que ganham intensidade no ambiente digital e em particular nas redes sociais.”

“O estudo demonstra justamente a escala avassaladora dessas campanhas que buscam apenas reforçar uma ideia simplista: a imprensa é uma inimiga e deve ser combatida. Quando essa ideia se instala em amplos setores da sociedade, ela se torna um mecanismo de intimidação e silenciamento mais eficiente do que os instrumentos explícitos de censura do Estado.”

Entre os dias 14 e 19 de março, Mariliz Pereira Jorge foi alvo de uma onda de ataques nas redes após a publicação de uma coluna na Folha crítica a Bolsonaro.

No mesmo período, Maju Coutinho foi atacada por um comentário em relação às medidas de isolamento social na pandemia.

Nos dias 6 e 27 de maio, Daniela Lima foi alvo de ataques por comentários relacionados à operação policial na favela do Jacarezinho e ao desemprego no país. O repórter Pedro Duran foi atacado nas redes após ter sido expulso de uma manifestação bolsonarista em 22 de maio.

E Rodrigo Menegat foi massivamente atacado no fim de maio após acusação falsa de ter hackeado o TrateCov, aplicativo do Ministério da Saúde com orientações a infectados pela Covid-19.

O levantamento avaliou questões como intensidade e volume total de menções às hashtags, interações e perfil ideológico dos usuários que fizeram uso das hashtags, grau de probabilidade de automação, teor de insultos e ofensas no conteúdo dos tuítes direcionado contra os jornalistas. Foi usado o PegaBot, ferramenta desenvolvida pelo ITS-Rio para detectar contas com alta probabilidade de serem bots.

Em 2020, a Repórteres Sem Fronteiras monitorou o discurso da família Bolsonaro —o presidente, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador Carlos—, de ministros, do vice-presidente Hamilton Mourão e da própria Secretaria de Comunicação Social da Presidência em relação à imprensa.

Juntos, eles fizeram 580 ataques, sendo 85% deles de autoria exclusiva do presidente e seus três filhos com cargos eletivos.

Apenas no primeiro semestre de 2021, a RSF documentou 331 ataques, partindo da mesma metodologia, considerando sobretudo agressões morais como ameaças, xingamentos e exposição de jornalistas e veículos de comunicação de maneira vexatória em declarações públicas, entrevistas e postagens em redes sociais.

O Brasil ocupa a 111ª colocação no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2021 elaborado pela Repórteres Sem Fronteiras, tendo entrado para a zona vermelha do índice pela primeira vez. Em 2 de julho de 2021, a RSF incluiu Jair Bolsonaro em sua lista global de predadores da liberdade de imprensa.

‘Folhapress’

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Bolsonaro assina MP que retira LGBTs das diretrizes de Direitos Humanos
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA