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Município do interior do Maranhão tem a terceira maior taxa de letalidade Covid do país

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BRASIL

O município de Boa Vista do Gurupi, localizado no oeste maranhense, tem a maior taxa de letalidade pela Covid-19 do estado e a terceira maior do País. A cidade com cerca de 8.494 moradores, de acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta letalidade de 26,67%. O índice consta na última atualização do Ministério da Saúde, divulgada na noite de sábado (4).
 
Segundo a pasta, a população vacinável do município é composta por 5.903 pessoas. Dessas, 2.829 tomaram a primeira dose e outras 1.274 já concluíram a imunização com as duas doses ou a dose única. De acordo com o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), do DataSus, a cidade conta com um Hospital Municipal, além de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e um Posto de Saúde Militar.
 
A reportagem tentou contato com a prefeitura e a secretaria de Saúde de Boa Vista do Gurupi neste domingo (5) para entender os motivos que levaram a um índice de letalidade alto e como está a imunização na cidade, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno.  

Balanço nacional

O Brasil registrou 21.804 casos e 692 óbitos pela Covid-19 entre sexta-feira e sábado. Ao todo, mais de 20,8 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 582.670. 
 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, ficou em 609, a menor marca desde 7 de dezembro. Em comparação à média de 14 dias atrás, houve uma queda de 20% no índice, que deve seguir esta tendência. Ainda segundo o Ministério da Saúde, mais de 19,8 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 455 mil estão em acompanhamento. 
 
O estado do Rio de Janeiro segue superando a média nacional com a maior taxa de letalidade do país, com 5,56%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados  

Rio de Janeiro – 5,56%
São Paulo – 3,42%
Amazonas – 3,22%
Pernambuco – 3,19%
Maranhão – 2,87%
Pará – 2,82%
Goiás – 2,74%
Ceará – 2,58%
Alagoas – 2,58%
Paraná – 2,57%
Minas Gerais – 2,57%
Mato Grosso – 2,55%
Mato Grosso do Sul – 2,54%
Rondônia – 2,46%
Rio Grande do Sul – 2,43%
Piauí – 2,19%
Espírito Santo – 2,17%
Bahia – 2,17%
Sergipe – 2,16%
Distrito Federal – 2,13%
Paraíba – 2,11%
Acre – 2,06%
Rio Grande do Norte – 1,99%
Tocantins – 1,68%
Santa Catarina – 1,62%
Amapá – 1,60%
Roraima – 1,57%          
 
Entre os municípios, Janduís (RN) tem a maior taxa de letalidade do País em 70%. Em seguida vêm São Luiz do Paraitinga (SP), com 31,33%; Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), que registra 20%; e Ribeirão (PE), Paço do Lumiar (MG), cujo índice é de 16,15%.
 
Trinta e um municípios têm taxas de letalidade em 0%, ou seja, não houve nenhum óbito pela doença confirmado até o momento. Entre eles estão Taipas do Tocantins (TO), Serra Azul de Minas (MG) e Santa Filomena do Maranhão (MA).

Vacina

O Brasil ultrapassou a marca de 200 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas, informou o Ministério da Saúde. Até agora, são 134 milhões de pessoas com a primeira dose e mais 66,5 milhões com a imunização completa.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid. (Brasil 61)

‘Folha do Bico’

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BRASIL

Estudo aponta meio milhão de tuítes ofensivos à imprensa em três meses no Brasil

Publicados

em

Por Patrícia Campos Mello 

Levantamento da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e do Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio) registrou meio milhão de tuítes contendo hashtags ofensivas à imprensa em apenas três meses, sendo que 20% deles partiram de contas com alta probabilidade de comportamento automatizado.

Segundo o relatório, grupos de comunicação considerados críticos ao governo Jair Bolsonaro e jornalistas mulheres foram os alvos preferenciais no monitoramento realizado entre os dias 14 de março e 13 de junho de 2021.

A pesquisa monitorou as mais frequentes hashtags de ataque à imprensa no período: #imprensalixo, #extreamaimprensa, #globolixo, #cnnlixo e #estadãofake. Além disso, os pesquisadores mapearam episódios de assédio nas redes contra perfis de alguns jornalistas, como Maju Coutinho (TV Globo), Daniela Lima e Pedro Duran (CNN Brasil), Mariliz Pereira Jorge, colunista da Folha, e Rodrigo Menegat (DW News).

Segundo o levantamento, a quantidade de tuítes mencionando jornalistas mulheres foi 13 vezes maior do que aqueles que se referiam aos colegas homens. Em 10% dos tuítes estavam presentes termos depreciativos e palavrões como safada(o), vagabunda(o), puta(o), burra(o), ridícula(a), idiota, arrombada(o) e imbecil.

A incidência desses termos foi 50% maior quando direcionados às jornalistas mulheres, em relação aos homens.

De acordo com o estudo, o uso de contas automatizadas indica “mobilizações orquestradas com o objetivo de ampliar artificialmente movimentos de ataques à imprensa no Twitter”.

“A utilização de robôs multiplica o alcance nas redes em torno de determinados assuntos, criando uma percepção falsa de uma adesão maior do que a real a determinadas posições ao estimular artificialmente um efeito de manada”, afirma o relatório.

“A identificação de contas automatizadas também sugere que existem determinados atores com interesses políticos, recursos financeiros e capacidade técnica mobilizados para promover um ambiente de descrédito generalizado à imprensa nas redes sociais.”

O diretor regional da RSF para América Latina, Emmanuel Colombié, diz que “as críticas à imprensa são absolutamente normais, saudáveis e necessárias em qualquer democracia”. “Isso nada tem a ver com os movimentos organizados de ódio ao jornalismo que ganham intensidade no ambiente digital e em particular nas redes sociais.”

“O estudo demonstra justamente a escala avassaladora dessas campanhas que buscam apenas reforçar uma ideia simplista: a imprensa é uma inimiga e deve ser combatida. Quando essa ideia se instala em amplos setores da sociedade, ela se torna um mecanismo de intimidação e silenciamento mais eficiente do que os instrumentos explícitos de censura do Estado.”

Entre os dias 14 e 19 de março, Mariliz Pereira Jorge foi alvo de uma onda de ataques nas redes após a publicação de uma coluna na Folha crítica a Bolsonaro.

No mesmo período, Maju Coutinho foi atacada por um comentário em relação às medidas de isolamento social na pandemia.

Nos dias 6 e 27 de maio, Daniela Lima foi alvo de ataques por comentários relacionados à operação policial na favela do Jacarezinho e ao desemprego no país. O repórter Pedro Duran foi atacado nas redes após ter sido expulso de uma manifestação bolsonarista em 22 de maio.

E Rodrigo Menegat foi massivamente atacado no fim de maio após acusação falsa de ter hackeado o TrateCov, aplicativo do Ministério da Saúde com orientações a infectados pela Covid-19.

O levantamento avaliou questões como intensidade e volume total de menções às hashtags, interações e perfil ideológico dos usuários que fizeram uso das hashtags, grau de probabilidade de automação, teor de insultos e ofensas no conteúdo dos tuítes direcionado contra os jornalistas. Foi usado o PegaBot, ferramenta desenvolvida pelo ITS-Rio para detectar contas com alta probabilidade de serem bots.

Em 2020, a Repórteres Sem Fronteiras monitorou o discurso da família Bolsonaro —o presidente, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador Carlos—, de ministros, do vice-presidente Hamilton Mourão e da própria Secretaria de Comunicação Social da Presidência em relação à imprensa.

Juntos, eles fizeram 580 ataques, sendo 85% deles de autoria exclusiva do presidente e seus três filhos com cargos eletivos.

Apenas no primeiro semestre de 2021, a RSF documentou 331 ataques, partindo da mesma metodologia, considerando sobretudo agressões morais como ameaças, xingamentos e exposição de jornalistas e veículos de comunicação de maneira vexatória em declarações públicas, entrevistas e postagens em redes sociais.

O Brasil ocupa a 111ª colocação no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2021 elaborado pela Repórteres Sem Fronteiras, tendo entrado para a zona vermelha do índice pela primeira vez. Em 2 de julho de 2021, a RSF incluiu Jair Bolsonaro em sua lista global de predadores da liberdade de imprensa.

‘Folhapress’

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