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Facções criminosas “proíbem” moradores de jogar lixo na rua

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Texto afirma que quem jogar lixo em local inadequado terá o material devolvido em casa.

Fortaleza – CE : Além de “proibir” roubos nas comunidades em que atuam, integrantes de facções criminosas almejam disciplinar outros aspectos da vida dos moradores desses locais.

Um exemplo disso são panfletos distribuídos desde a semana passada no conjunto Tasso Jereissati, localizado no bairro Jardim das Oliveiras, em Fortaleza.

O texto “pede a compreensão” dos moradores para que não joguem lixo em locais inadequados. “Os locais estão sendo monitorados e quem for flagrado ou visto cometendo este erro será devidamente punido com o lixo devolvido em sua casa, pois os dias da coleta são segunda, quarta e sexta”, afirma a publicação.

O panfleto tem as assinaturas das facções Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN), que possuem uma espécie de aliança.

A reportagem conversou com um morador da comunidade que recebeu o panfleto. Ele, que que terá a identidade preservada, conta que o folheto foi jogado em sua casa quando ele não estava.

Outros moradores, porém, receberam-nos em mãos. A fonte, no entanto, diz desconhecer moradores que já tenham sido penalizados por desrespeitar as ordens do panfleto.

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O morador ainda conta que na região impera a “lei do silêncio” que impede denúncias dos criminosos que lá atuam. “A regra é ‘ninguém fala, ninguém vê, ninguém ouve”.

Pichações

As regras dos criminosos também existem em forma de pichação na comunidadea exemplo de diversas comunidades da Grande Fortaleza. Para entrar de carro, é preciso que os vidros estejam abaixados e, à noite, a luz interna, ligada. Já quem vem de moto deve tirar o capacete da cabeça. “Quem é de fora tem que entrar com alguém conhecido na comunidade”, afirma a fonte ouvida por pela reportagem.

Comandante do policiamento responsável pela região, major Francisco Morais de Almeida, diz não ter tomado conhecimento do panfleto distribuído na comunidade ou de pichações com as ordens. Ele diz que mandará fazer um levantamento dessas ameaças na região. É uma região “problemática”, admite o oficial, que conta com a atuação de traficantes de drogas.

Problema que persiste

Ameaça de facções à parte, o descarte inadequado de lixo é, de fato, um problema no conjunto Tasso Jereissati. Um dos principais pontos atingidos fica no cruzamento das ruas 2 com Júlia Sales. Lá, nem mesmo uma placa indicando a ilegalidade do ato, impele o despejo. A situação não é resolvida apesar das denúncias ao Poder Público, reclama a líder comunitária Marly Bello.

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Dessa forma, os próprios moradores chegaram a fazer um mutirão para recolher o lixo, um trabalho que vem sendo feito há meses — e, inclusive, foi realizado na última semana. Mesmo assim, a situação persiste. Marly ainda reclama da falta de saneamento básico no conjunto que, somado ao lixo nas ruas, provoca alagamentos durante a quadra chuvosa.

Segundo Marly, nos últimos dias, o espaço vem recebendo moradias, em um protesto contra o descaso do poder público na área. A líder comunitária, no entanto, diz não ter ficado sabendo da circulação dos panfletos das facções.

TV Noticias com Tribuna do Ceará

 

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Número de mortes por intoxicação por metanol em São Paulo sobe para cinco

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A Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos

Garrafas apreendidas durante fiscalização em bar na Mooca, zona leste de São Paulo, nesta segunda (29)Autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas

O estado de São Paulo registrou um aumento no número de mortes por intoxicação por metanol, que agora chega a cinco. Os incidentes ocorreram tanto na capital quanto na região metropolitana. Até o momento, foram contabilizados 22 casos de intoxicação, sendo sete confirmados e 15 ainda em fase de investigação.

Em resposta à situação, as autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas. Especialistas alertam que a contaminação por metanol geralmente está associada à falsificação de produtos, uma vez que a substância não altera o sabor ou o aroma, sendo identificável apenas em análises laboratoriais.Ainda não se sabe a origem do metanol ou como as garrafas foram contaminadas.

Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos de intoxicação por metanol. Um inquérito foi aberto para investigar a origem da substância e verificar se houve distribuição em outros estados

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