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Caso Henry: polícia tenta recuperar mensagens apagadas dos celulares de Dr. Jairinho e da mãe do menino

RJ2 apurou que conversas foram deletadas em um dos aparelhos apreendidos na casa do vereador, dias antes da apreensão

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Por Leslie Leitão e Carlos de Lannoy

A polícia vai usar um programa para tentar recuperar dados e acessar mensagens que foram apagadas dos celulares da mãe e do padrasto do menino Henry Borel, o vereador Dr. Jairinho.

Henry, de 4 anos, morreu no início desse mês em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas. A criança estava na casa do padrasto e da mãe, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, e, segundo a versão deles, foi encontrada desacordada e socorrida para o hospital.

Os investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) já ouviram depoimentos de 16 pessoas sobre o caso. Ao todo, 11 celulares foram apreendidos – são aparelhos de Jairinho, Monique (mãe de Henry) e Leniel (pai do menino).Todos os telefones vão ser periciados.

Advogado de defesa da mãe e do padrasto de Henry disse que não tem informação sobre mensagens apagadas, mas acrescentou que "não estranharia se apagasse". "É comum apagarem dos celulares, eu apago dos meus", disse André França Barreto.

O objetivo dos policiais é acessar mensagens apagadas nos celulares de Jairinho e Monique. O RJ2 apurou que peritos já identificaram que conversas foram deletadas em um dos aparelhos apreendidos na casa do vereador.

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Na casa de Monique também foram apreendidos quatro celulares. Ao menos um deles também tem vários diálogos suprimidos. O advogado do casal, André França Barreto, disse que não sabe se Jairinho e Monique apagaram as conversas.

Na sexta-feira da semana passada, depois da apreensão dos celulares, o advogado disse que Monique percebeu que o telefone dela tinha sido invadido por um hacker. E que ela tentou fazer um registro na delegacia de crimes de informática, mas não conseguiu.

Então, afirmou Barreto, a saída de Monique foi fazer um registro online na própria delegacia da Barra.

 

 

Psicóloga depõe

Uma das pessoas ouvidas pela polícia foi a psicóloga de Henry, Érica Mamede, que disse que a primeira sessão com o menino foi no dia 4 de fevereiro. Em depoimento, ela afirmou não ter ouvido do garoto qualquer menção negativa a Jairinho

A psicóloga manifestou interesse em prestar declarações estritamente necessárias ao caso e que possam ajudar nas investigações.

Sobre o motivo pelo qual os pais de Henry tinham ido procurar ajuda para o menino, a profissional disse que foi procurada pela mãe da criança porque o garoto não estava querendo ficar na escola e nem na casa dela.

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O pai de Henry afirmou que ele e Monique procuraram a ajuda psicológica para o filho no fim de janeiro, mas acrescentou que também havia um outro motivo.

No depoimento, não há menção à psicóloga de alguma reclamação de Henry por conta de um abraço apertado de Jairinho, o que supostamente machucava o menino.

A psicóloga afirmou que somente na última das cinco sessões Henry mencionou que morava um tio na casa dele. Ela perguntou quem era o tio e o menino respondeu: "Tio Jairinho".

A psicóloga então perguntou quem era o tio e o menino disse que não sabia. E, em seguida, ela contou que Henry disse que estava com saudades do pai, Leniel. Segundo a profissional, foi a única vez que o menino falou de Jairinho.

 

 

Pedido do pai

Em depoimento, o vereador Dr. Jairinho contou que, na primeira vez que encontrou Leniel, o pai de Henry pediu para que ele não abraçasse o filho de forma forte. À polícia, o parlamentar respondeu que, embora tenha achado curioso o pedido, não interpretou o fato como ofensa.

´´G1/Globo“

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Número de mortes por intoxicação por metanol em São Paulo sobe para cinco

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A Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos

Garrafas apreendidas durante fiscalização em bar na Mooca, zona leste de São Paulo, nesta segunda (29)Autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas

O estado de São Paulo registrou um aumento no número de mortes por intoxicação por metanol, que agora chega a cinco. Os incidentes ocorreram tanto na capital quanto na região metropolitana. Até o momento, foram contabilizados 22 casos de intoxicação, sendo sete confirmados e 15 ainda em fase de investigação.

Em resposta à situação, as autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas. Especialistas alertam que a contaminação por metanol geralmente está associada à falsificação de produtos, uma vez que a substância não altera o sabor ou o aroma, sendo identificável apenas em análises laboratoriais.Ainda não se sabe a origem do metanol ou como as garrafas foram contaminadas.

Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos de intoxicação por metanol. Um inquérito foi aberto para investigar a origem da substância e verificar se houve distribuição em outros estados

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