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Bolsonaro foge de barco da casa de praia ao ver polícia federal chegar. Carlos é alvo de buscas

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Operação visava Carlos Bolsonaro, o coordenador da vida política do pai e figura central dos ataques contra adversários

Por Domingos Grillo 

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou às pressas, numa lancha ao amanhecer desta segunda-feira(29), a casa de praia onde passa férias, em Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, ao ver a Polícia Federal chegar ao imóvel e imaginar que ia ser preso pelos agentes, que, na verdade, cumpriam somente mandados de busca e apreensão contra o filho Carlos. Ao perceberem a movimentação dos agentes federais na parte da frente do imóvel, Bolsonaro e os três filhos políticos entraram na embarcação, parada nos fundos da residência, que dá acesso direto para o mar.

Algum tempo depois, Jair Bolsonaro e os três filhos ligados à política, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, regressaram ao imóvel, onde os agentes federais faziam buscas. Assim que a informação da saída precipitada dos quatro chegou à imprensa, fontes ligadas ao ex-presidente negaram que tivesse fugido da operação policial com medo de ser preso, e avançaram que o ex-presidente e os filhos na verdade sairam do imóvel para darem um passeio matutino (eram cerca das seis horas da manhã) e que, por estarem na parte de trás da residência, não tinham visto a chegada da polícia, mas que voltaram assim que foram informados.

O que se especula nos meios políticos é que o ex-presidente e os filhos realmente fugiram ao verem a chegada da polícia imaginando que iriam ser presos no âmbito dos inúmeros processos que enfrentam em várias instâncias da Justiça, mas que voltaram ao imóvel ao serem informados de que a operação desta segunda-feira era somente de busca e apreensão, não havendo qualquer mandado de prisão. A Operação, na verdade, visava somente Carlos Bolsonaro, o grande coordenador da vida política do pai e figura central dos ataques contra adversários durante os quatro anos em que Jair Bolsonaro foi presidente do Brasil, que a Polícia Federal suspeita ter tido acesso a informações secretas produzidas de forma ilegal pela ABIN, Agência Brasileira de Inteligência.

Bolsonaro nunca escondeu de ninguém ter verdadeiro pavor de ser preso e isso já o fez fugir uma vez do Brasil, em 30 de Dezembro de 2022. Dois meses após ter perdido as presidenciais para Lula da Silva e um dia antes do fim do seu mandato, Bolsonaro usou o avião presidencial e deixou Brasília rumo aos Estados Unidos, onde ficou até final de Março de 2023, exactamente por recear que após a mudança de governo o mandassem prender.

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“CM Jornal”

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Número de mortes por intoxicação por metanol em São Paulo sobe para cinco

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A Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos

Garrafas apreendidas durante fiscalização em bar na Mooca, zona leste de São Paulo, nesta segunda (29)Autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas

O estado de São Paulo registrou um aumento no número de mortes por intoxicação por metanol, que agora chega a cinco. Os incidentes ocorreram tanto na capital quanto na região metropolitana. Até o momento, foram contabilizados 22 casos de intoxicação, sendo sete confirmados e 15 ainda em fase de investigação.

Em resposta à situação, as autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas. Especialistas alertam que a contaminação por metanol geralmente está associada à falsificação de produtos, uma vez que a substância não altera o sabor ou o aroma, sendo identificável apenas em análises laboratoriais.Ainda não se sabe a origem do metanol ou como as garrafas foram contaminadas.

Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos de intoxicação por metanol. Um inquérito foi aberto para investigar a origem da substância e verificar se houve distribuição em outros estados

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