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Vibra Introduz Diesel de Alto Cetano como Solução para o Setor Agropecuário

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Vibra Introduz Diesel de Alto Cetano como Solução para o Setor Agropecuário

Vibra Introduz Diesel de Alto Cetano como Solução para o Setor Agropecuário

Novo combustível promete maior eficiência e durabilidade em máquinas agrícolas

Com o objetivo de se firmar como uma fornecedora relevante de combustíveis para tratores, máquinas agrícolas e caminhões de transporte no agronegócio, a Vibra, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, lançou um produto inovador: o Agritop. Este novo diesel, que compete com o diesel S10, promete proporcionar maior rendimento e eficiência aos motores utilizados nas fazendas. Atualmente, a Vibra detém 80% do mercado de lubrificantes e 30% do mercado de diesel no país.

O Agritop apresenta uma elevada concentração de cetano, o que resulta em uma combustão mais eficiente. Juliano Prado, vice-presidente comercial de B2B e aviação da Vibra, fez uma analogia com a gasolina podium, que se destaca pela alta octanagem, tornando o combustível mais potente e menos poluente. “Ao aumentar a quantidade de cetano, a eficiência da queima se transforma. O cetano eleva a potência da máquina e, simultaneamente, contribui para uma operação mais econômica”, destacou Prado.

O investimento da empresa no setor agro já soma R$ 500 milhões, com 50 mil horas de testes dedicadas ao desenvolvimento de novos produtos. O Agritop passou por um processo de avaliação de nove meses em grandes indústrias, incluindo regiões do Rio Grande do Sul e da Bahia. Os testes indicaram uma economia de pelo menos 5% em comparação com o diesel S10, podendo atingir até 13% de eficiência em alguns talhões.

Além do aumento na eficiência, a Vibra assegura que o Agritop também proporciona uma maior durabilidade dos filtros de combustível. “A formação de borra é reduzida em 70% em relação ao diesel convencional. Nos injetores, onde o combustível é introduzido para a combustão, observamos uma limpeza de 100% dos depósitos, o que impacta na durabilidade das peças e aumenta o intervalo entre as manutenções das máquinas”, afirmou o executivo.

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Thiago Ferreira Veiga, gerente de desenvolvimento técnico de produtos, ressaltou que, além do cetano, foram necessários mais de nove componentes para atingir o resultado desejado. “Criamos um pacote de aditivos em proporções equilibradas. A adição excessiva de aditivos para limpeza pode prejudicar a queima, e esse foi o foco do nosso trabalho ao longo de mais de um ano antes de iniciarmos a fase de testes em fevereiro de 2023”, explicou.

No segmento B2B, excluindo as vendas diretas em postos de combustíveis, a receita da Vibra alcançou R$ 65 milhões, sendo R$ 30 milhões provenientes do agronegócio. Atualmente, a participação da empresa no mercado de diesel para grãos é de 22%, e a meta é aumentar essa fatia gradualmente.

Dario Maffei, diretor de mercado e agronegócio da Vibra, destacou o desafio de estabelecer uma estrutura de compra de combustíveis no agronegócio, semelhante ao que já ocorre com outros insumos. “O diesel representa 7% do custo de produção nas fazendas, mas é um insumo essencial. Temos 93% de outros custos, mas, sem combustível, o produtor paralisa suas operações, ao contrário de outros produtos, que são adquiridos de forma sazonal”, ressaltou.

Estratégia de Vendas e Presença no Mercado

O diesel Agritop já está disponível com a mistura atual de 14% de biodiesel, e a Vibra se prepara para a elevação da mistura para 15%, prevista para março de 2025, garantindo uma economia mínima de 5%. A estratégia de vendas inclui o contato direto com 100 grandes fazendas, além da divulgação em 30 cooperativas parceiras. A empresa planeja expandir a oferta do produto para mais de 4 mil fazendas cadastradas.

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“Inicialmente, estaremos distribuindo o produto em seis pontos de venda nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nossa meta é aumentar esse número para 13 até 2025”, afirmou Prado. A presença da marca em feiras agrícolas também está nos planos, onde será apresentado um portfólio completo com soluções diferenciadas para os produtores.

Perspectivas Futuras

O desenvolvimento de um portfólio B2B voltado para o campo é um projeto em andamento na Vibra, que surgiu a partir de discussões sobre a importância do agronegócio no PIB nacional e seu crescimento constante. Em agosto do ano passado, a empresa lançou o Lubrax Unitractor 10W30, um lubrificante específico para tratores e equipamentos agrícolas pesados, que permite uma lubrificação eficiente em condições severas de uso, alcançando até 4 mil horas de durabilidade, um avanço em relação às 2,5 mil horas da média anterior.

Apesar do aumento no uso de drones para pulverização agrícola, a Vibra vê um mercado promissor para o abastecimento de aeronaves no campo. Com a marca BR Aviation, a empresa já abastece seis em cada dez aviões em 90 aeroportos brasileiros e pretende aplicar essa expertise para fornecer combustíveis também para as aeronaves utilizadas nas fazendas, tanto para transporte de pessoas quanto para a aplicação de insumos nas lavouras.

”Portal do Agronegócio”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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