Agronegócios

Tereza Cristina se solidariza com perdas e sinaliza apoio aos produtores

Publicado em

Agronegócios


A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, esteve nesta quinta-feira (13) no Paraná para verificar como está a situação da safra 2021/22, castigada pela falta de chuvas nos últimos meses. Pela manhã, a chefe da pasta esteve no município de Lindoeste, onde foi até uma lavoura de soja afetada pela estiagem. No início da tarde, ela esteve no Sindicato Rural de Cascavel, em um evento que reuniu lideranças rurais e autoridades políticas relacionadas ao agronegócio nacional.

Tereza Cristina disse que não trouxe nenhuma solução pronta aos produtores, mas que esteve no Paraná para ouvir e sofrer junto, além de deixar uma mensagem de esperança e solidariedade. “Estamos levantando informações com muita calma e vocês vão nos ajudar para que consigamos atender com agilidade esses problemas. Temos ações imediatas, de médio e de longo prazo. Todo mundo perde quando o agro perde”, falou.

O presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, também participou tanto da visita quanto do evento no sindicato rural. “Quero deixar registrado aqui todo apoio que a ministra deu na questão do reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação e também na questão da geração distribuída”, agradeceu. “Quando a ministra assumiu eu pedi a ela: ‘cuide do Proagro e do seguro rural’. E ela atendeu”, completou.

Leia Também:  Instituto AgriHub lança plataforma digital para escolha de tecnologias no campo

Durante o encontro, o secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Norberto Ortigara, aproveitou para entregar dados atualizados sobre as perdas da safra. Os dados são levantados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) e são importantes para dar uma dimensão do tamanho dos prejuízos que o Paraná terá nesse ano. Somente na soja as perdas devem passar da casa dos R$ 20 bilhões, conforme relatório divulgado no início do mês.

Autoridades

Entre as autoridades que participaram do encontro com a ministra na Região Oeste do Paraná, nesta quinta-feira (13), estiveram ainda o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Sérgio Souza (MDB); a deputada federal Aline Sleutjes (PSL), o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP) o vice-governador do Paraná e presidente da Fecomércio, Darci Piana; Dilvo Grolli, presidente da Coopavel; Marcos Brambilla, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais (Fetaep); o presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, entre outras autoridades.

Comitiva do Mapa tem participação da FAEP

Leia Também:  Encontro do Café reunirá produtores da região de Tangará da Serra na próxima terça-feira (08)

A visita de Tereza Cristina faz parte de uma rodada de levantamentos pelo Paraná das perdas causadas pela estiagem em todas as regiões do Estado organizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O grupo está na estrada desde segunda-feira (10) e segue suas apurações até sexta-feira (14). A comitiva conta com a participação da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) e de outras entidades representativas do agronegócio estadual.

Confira o itinerário completo abaixo. A cobertura completa das reuniões no site do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Roteiro da comitiva

Segunda-feira (10): Guarapuava, Pitanga e Campo Mourão
Terça-feira (11): Maringá, Umuarama e Palotina
Quarta-feira (12): Toledo, Medianeira e Missal
Quinta-feira (13): Cascavel e Pato Branco
Sexta-feira (14): Prudentópolis

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócios

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Publicados

em

Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

Leia Também:  Produtores Rurais Redescobrem o Potencial da Silvicultura no Rio Grande do Sul

No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  De olho nas chuvas do Brasil, soja segue recuando em Chicago
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA