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Soja recua em Chicago e devolve ganhos da sessão anterior
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Soja recua em Chicago e devolve ganhos da sessão anterior
Os preços da soja registram queda na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (30), devolvendo os ganhos obtidos na sessão anterior. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), os contratos mais negociados recuavam entre 5,75 e 6,75 pontos, com a posição maio cotada a US$ 10,68 por bushel e a julho a US$ 10,82.
O movimento de baixa reflete o desempenho negativo de outras commodities agrícolas, como farelo de soja, óleo de soja, milho e trigo, que também operam em território negativo no mercado norte-americano. Esse cenário contribui para a pressão sobre os preços do grão.
Fatores que influenciam o mercado
Os traders continuam operando com informações já conhecidas, o que limita a sustentação de altas expressivas. A safra da América do Sul segue como um fator central para a formação de preços, com impactos das condições climáticas sobre a produtividade. Apesar dessas adversidades, a projeção para a oferta da região ainda aponta para produção recorde, o que mantém a pressão sobre as cotações.
Além disso, o mercado monitora outros fatores que influenciam a dinâmica dos preços, como a ausência da China nas negociações devido a um período de feriados, os efeitos ainda incertos da redução das retenciones na Argentina, o impacto do cenário macroeconômico, a volatilidade do dólar e o comportamento político nos Estados Unidos, com destaque para as movimentações de Donald Trump.
Diante desse contexto, os preços da soja seguem oscilando, influenciados por fatores globais e pela dinâmica do setor agrícola nas principais regiões produtoras.
“Portal do Agronegócio”
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

