Agronegócios
Sistemas FAEMG e FAEG buscam melhorias para produtores de leite
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O presidente da Comissão Técnica de Pecuária de Leite do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos, Jônadan Ma; Luiz Humberto Gonçalves (membro da comissão) e Cássio Vieira (integrante do Conseleite MG), participaram da primeira reunião da Comissão de Leite da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG).
“Fomos muito bem recebidos pelo presidente da FAEG, José Mário Scheneider e pelo presidente da Comissão de Leite, Vinícius Correa. Também participaram do encontro o deputado estadual (PSDB-GO), Amauri Ribeiro; o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária de Goiás, Tiago Mendonça; diretores e vice-presidentes da FAEG”, disse Jônadan.
Ele destacou que foi possível alinhar as estratégias dos dois estados, com relação ao trabalho que está sendo construído junto às indústrias, para que seja possível ter uma previsibilidade do preço pago ao produtor. “Em Goiás, eles trabalham com o argumento de que é justo e digno que a indústria faça ao menos uma parte do pagamento na primeira quinzena. Em vez de somente no final do mês.”

O mais importante, segundo Jônadan, é que os 65 mil produtores de Goiás estão determinados a lutar por isso, cenário que os produtores do Sistema FAEMG/SENAR/INAES conhecem bem. A ideia é multiplicar a ação nos estados de Minas, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul que, juntos, respondem por mais de 80% da produção leiteira do Brasil
“É um trabalho de construção da relação produtor-indústria e, quem sabe também, em breve, do varejo. O produtor precisa ter perspectivas, ainda que, às vezes negativas, do quanto vai receber e, assim, possa se programar e planejar seu negócio com muito mais êxito. Junto com a indústria, podemos construir uma pecuária muito melhor para todos.”
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

