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Retomada no Mercado de Feijão: Compradores Regressam após Período de Baixa Atividade
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Regiões produtoras como Mato Grosso e Minas Gerais observam aumento nas consultas, mas negociações efetivas permanecem limitadas
O Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE) relatou um movimento crescente no mercado de feijão no Brasil, com a volta dos compradores após um período de menor atividade. Ontem, observou-se um aumento significativo nas consultas em várias regiões produtoras, incluindo Mato Grosso e Minas Gerais. Corretores e compradores estiveram ativos, buscando firmar novos negócios. No entanto, apesar do incremento nas consultas, o volume de transações concretizadas foi relativamente baixo, com muitos produtores optando por esperar ofertas mais vantajosas, especialmente para lotes de maior qualidade.
Nas regiões mencionadas, o interesse foi notável, mas as ofertas apresentadas não foram suficientes para convencer os produtores mais informados. Propostas de R$ 240 por saca para os melhores lotes foram recusadas. Em Minas Gerais, houve uma leve melhora no mercado, com compradores dispostos a pagar valores próximos a R$ 260 por saca. Contudo, será necessário que mais transações ocorram a esse nível para que se estabeleça um novo patamar de preços.
No Paraná, o mercado de feijão-preto continua com preços de referência variando entre R$ 350 e R$ 360, aplicáveis principalmente a lotes de qualidade inferior, classificados no máximo como T2, devido ao alto percentual de defeitos nos grãos. Lotes de qualidade extra mantêm preços elevados devido à sua escassez. Já o mercado de feijão rajado experimentou poucas negociações, com a maior parte do volume disponível sendo destinado a contratos já estabelecidos, limitando a oferta para novas transações.
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

