Agronegócios
Produtores de Ipiranga do Norte investem em pivô central de irrigação
De olho no futuro!
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Tendo como base da economia, a cadeia produtiva da soja e do milho, o município de Ipiranga do Norte está entre os que mais produzem grãos em Mato Grosso. O presidente do Sindicato de Produtores Rurais, Walcir Batista Gheno conta que a mão de obra qualificada ainda é uma dificuldade para o produtor e comemora a instalação de uma unidade do Núcleo Avançado de Capacitação (NAC).
Segundo ele, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT) é um forte aliado no desafio de levar conhecimento, capacitação e qualificação ao trabalhador e ao produtor rural. "Os treinamentos mais demandados ainda são os da área de saúde e segurança no trabalho e também aqueles que preparam os profissionais para atuarem no setor de máquinas e implementos agrícolas".
Os NACs como são popularmente conhecidos, são estruturas, que ocupam em média 130 metros quadrados. Cada unidade é composta por salas de aula e, por uma cozinha industrial com uma das paredes de vidro que facilita a visão das pessoas que querem assistir as vitrines e oficinas. O espaço é equipado com utensílios e mobiliário necessários para a realização dos treinamentos.Gheno conta que como o sindicato de Ipiranga do Norte não tinha um espaço adequado, toda vez de realizar um treinamento tinha que sair em busca de uma sala de aula nas comunidades. Outra opção era contar com a boa vontade dos produtores em ceder os barracões de suas propriedades. "Eu já tive a oportunidade de fazer um treinamento no NAC e pude comprovar que o local é muito confortável e adequado", revela o presidente.Outra novidade da região é a irrigação. O presidente do Sindicato diz que, assim como ele, muitos produtores rurais da região vão investir em pivôs centrais de irrigação. De acordo com o presidente, esta é uma opção para diversificar a cultura. Porém já de olho no futuro, Gheno pensa em treinamentos para qualificar os profissionais que irão operar os pivôs centrais de irrigação. "Acreditamos que, com isso, vamos ter novas cadeias produtivas. Outro benefício será a ampliação do mercado de trabalho".Mão de obra qualificada é uma dificuldade de todo o Brasil. O presidente diz que um operador de máquina qualificado e que utiliza todos os recursos oferecidos pelo equipamento contribui para o aumento da produtividade e evita prejuízos.TV Notícias com Senar |
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio


