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O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira, informou que o Estado de Mato Grosso vai crescer na produção de etanol de milho nos próximos anos, por meio do aumento na produção do cereal. "Vamos aumentar tanto em área quanto em produtividade", disse
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A conjuntura é desafiadora com a quebra da safra de milho este ano, ele admite, e afirma que era para o País estar aumentando em 10 milhões de toneladas a produção de milho por ano. “Devíamos chegar a 115 milhões de toneladas produzidas este ano no País”. Para essa ampliação do cultivo, contudo, ele afirma que o produtor precisa de mais infraestrutura de armazenagem.
Nesse cenário, portanto, Silveira acredita que a importação de milho da Argentina por indústrias e usinas de etanol deve continuar, com as compras externas brasileiras do cereal podendo ficar entre 5 milhões e 6 milhões de toneladas em 2021.
Silveira acrescentou que prevê para a próxima safra um aumento tanto em área quanto em produtividade para o milho e disse que uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra. “Esse, por exemplo, foi o ano em que mais ampliamos área e ao mesmo tempo mais utilizamos tecnologia também”. Além disso, em relação ao milho segunda safra do ano que vem, que ainda será plantado, ele afirma que cerca de 26% da produção já está comercializada, a maioria para usinas de etanol.
“Broadcast Agro”
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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

