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Pragas e doenças afetam o final da safra de pêssego no Rio Grande do Sul

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Alta oferta pressiona preços e compromete a qualidade da produção

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a safra de pêssego destinada à indústria no Rio Grande do Sul está próxima do fim na região de Pelotas. Em municípios como Pelotas, cerca de 80% dos frutos já foram colhidos. No entanto, a temporada enfrentou desafios significativos, como a infestação do gorgulho-do-milho, que migra de paióis e lavouras não colhidas para atacar os frutos maduros. Além disso, a podridão-parda, favorecida pelas condições climáticas durante a floração, continua afetando a produção.

Outro problema identificado foi a redução no calibre das frutas das cultivares médias e tardias. Para a safra industrial, os preços de referência foram estabelecidos em R$ 2,50 por quilo para frutos tipo I (com diâmetro acima de 53 mm) e R$ 2,20 para frutos tipo II.

Na região de Passo Fundo, a colheita das variedades precoces segue avançando, com aproximadamente 40% da produção já comercializada. No entanto, a alta oferta tem pressionado os preços, que variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por quilo, dependendo da qualidade.

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Em Soledade, os trabalhos concentram-se nas variedades de ciclo médio, com o manejo intensificado para o controle da podridão-parda, problema agravado pelas chuvas. Essas ações foram essenciais para minimizar os prejuízos e preservar a qualidade da colheita.

 

“Portal do Agronegócio”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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