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Oportunidades e Desafios Tecnológicos no Agronegócio para 2025

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Oportunidades e Desafios Tecnológicos no Agronegócio para 2025

Oportunidades e Desafios Tecnológicos no Agronegócio para 2025

Principais tendências incluem a tokenização de commodities, compras online de insumos e monitoramento remoto de máquinas agrícolas

O agronegócio brasileiro, setor essencial para a economia nacional, está passando por transformações significativas com o avanço das tecnologias digitais. Um estudo recente da 360 Research & Reports revela que o mercado global de agricultura digital deve crescer 183% até 2026, movimentando US$ 8,33 bilhões. Entre as inovações que devem moldar o setor em 2025, destacam-se a tokenização de commodities, as compras e pagamentos online de insumos agrícolas, e os sistemas de monitoramento remoto de máquinas, especialmente para os pequenos produtores, configurando oportunidades e desafios para o setor.

Tokenização de Commodities: Uma Revolução no Mercado

A tokenização de commodities é uma tendência crescente, que utiliza a tecnologia blockchain para transformar produtos como soja, milho, café e cana-de-açúcar em moedas digitais. Esse processo promete tornar as transações mais ágeis, seguras e com maior liquidez, além de ampliar o acesso de produtores aos mercados internacionais. De acordo com a consultoria global Roland Berger, a tokenização de ativos deve crescer significativamente, alcançando US$ 10 trilhões até 2030, um aumento substancial em relação aos atuais US$ 300 bilhões.

Eduardo Astrada, CEO da Agrotoken, destaca que a adoção de tecnologias como a tokenização de commodities se tornou essencial para a competitividade do agronegócio. “Essas inovações não só aumentam a segurança e a transparência no processo produtivo, mas também permitem a criação de soluções como o barter digital, abrindo novas formas de pagamento. O blockchain proporciona rastreabilidade e confiabilidade, o que fortalece a cadeia produtiva como um todo”, afirma.

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Compras e Pagamentos Online de Insumos: Agilidade e Redução de Custos

A digitalização também está reformulando a forma como os produtores adquirem insumos agrícolas. A compra e o pagamento online de produtos como fertilizantes, sementes e defensivos estão se tornando comuns, com 71% dos produtores rurais já utilizando plataformas digitais, de acordo com pesquisa da McKinsey. As plataformas, como a Orbia, oferecem soluções integradas para facilitar as transações, tornando-as mais rápidas, seguras e econômicas.

Ivan Moreno, CEO da Orbia, ressalta que as plataformas online permitem aos produtores comparar preços em tempo real, o que proporciona economia e mais agilidade. “A digitalização também permite que os produtores busquem soluções para otimizar suas atividades fora da porteira, garantindo uma gestão mais eficiente”, afirma.

Monitoramento Remoto de Máquinas: A Agricultura de Precisão no Campo

Outra inovação relevante para 2025 é o monitoramento remoto de máquinas agrícolas, especialmente em pequenas propriedades. Sensores e sistemas de rastreamento com comunicação via GPRS e GPS permitem que os produtores acompanhem em tempo real o desempenho de suas máquinas, otimizando o uso de recursos e prevenindo falhas. A tecnologia, aliada à agricultura de precisão, promete melhorar a eficiência, especialmente para a agricultura familiar.

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Fábio Miskulin, gerente de Pós-Vendas e Marketing da YANMAR South America, destaca que sistemas de monitoramento já estão disponíveis para tratores de menor porte, com apenas 26 cavalos de potência, atendendo às necessidades dos pequenos produtores. No entanto, ele ressalta que, apesar de a tecnologia já ser uma realidade, o acesso às inovações ainda é limitado, principalmente nas regiões mais remotas.

Desafios da Inovação no Agronegócio

Embora essas tendências tragam promissores avanços, existem desafios a serem superados. A falta de infraestrutura tecnológica em algumas regiões, a resistência à mudança de certos produtores e as questões regulatórias que envolvem a tokenização de commodities são barreiras a serem enfrentadas. Superar esses obstáculos será crucial para que os produtores mantenham sua competitividade em um mercado cada vez mais digital e globalizado.

Em 2025, essas três inovações não apenas otimizarão a produção, mas também transformarão a maneira como o agronegócio opera, oferecendo novas possibilidades de crescimento e eficiência. Adaptar-se a essas tecnologias será fundamental para os agricultores que buscam prosperar em um cenário digital dinâmico.

“Portal do Agronegócio”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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