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Mato Grosso em alerta

Ministério confirma casos de vaca louca em Nova Canaã do Norte(MT) e Minas Gerais

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Agronegócios

Por Andreia Verdellio 

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou sábado (4) a ocorrência de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como o mal da vaca louca, em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte (MG). A confirmação foi feita nessa sexta-feira (3) pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá.

De acordo com a pasta, todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório. “Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, destacou, em nota.

Os dois casos atípicos, um em cada estabelecimento, foram detectados durante a inspeção realizada antes do abate dos animais. “Trata-se de vacas de descarte que apresentavam idade avançada e que estavam em decúbito [deitadas] nos currais”, explicou.

Exportações suspensas

Conforme preveem as normas internacionais, o Brasil também notificou oficialmente a OIE da ocorrência. No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, as exportações de carne bovina ficam suspensas temporariamente. A medida, que passa a valer a partir de hoje (4), ficará em vigor até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos.

O país asiático é o principal destino da carne brasileira, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). No mês de julho foram exportados 91.144 toneladas do produto, crescimento de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2020, com alta de 19,1% nas receitas, somando US$ 525,5 milhões. No acumulado, de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020.

Classificação de risco

O Mapa esclareceu ainda que a OIE exclui a ocorrência de casos atípicos da vaca louca para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país. “Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, completou.

Segundo o ministério, estes são o quarto e quinto casos atípicos da doença registrados em mais de 23 anos de vigilância do país. Eles ocorrem de maneira espontânea e esporádica e não estão relacionados à ingestão de alimentos contaminados. A pasta destacou que o Brasil nunca registrou a ocorrência de caso clássico do mal da vaca louca.

‘EBC’

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Agronegócios

10º empresário mais rico do Brasil tem patrimônio de R$ 30,5 bi e cresceu no agronegócio

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A revista Forbes divulgou ontem a lista dos maiores bilionários brasileiros em 2021 e, na décima colocação aparece um empresário que tem cinco fazendas no Cone Sul de Rondônia; segundo a publicação, o magnata dos fertilizantes, Alceu Elias Feldmann é dono de um patrimônio de R$ 30,5 bilhões.
 
Em 2019, a nossa reportagem entrevistou o homem que ajudou a erguer o patrimônio de Feldmann na região: o também pecuarista Nadir Razini falou sobre o império do agronegócio que fatura R$ 300 milhões por ano.
Razini também revelou outros números grandiosos:  o total de gado abatido nas fazendas de Feldmann em Rondônia chegam a inacreditáveis 75 mil cabeças por ano.
 
Quem é o bilionário

Alceu Elias Feldmann é o presidente e fundador da Fertipar, uma das principais empresas de fertilizantes do Brasil e do mundo, que surgiu em 1980.
 
Nascido em Santa Catarina, Alceu Elias Feldmann começou a trajetória no ramo de fertilizantes, muito usados na zona rural, como vendedor.
 Atualmente, o Grupo Fertipar é uma holding composta por 12 empresas, distribuídas em diversas cidades brasileiras.
 
A Fertipar tem se destacado nos últimos anos por crescer, mesmo diante das adversidades do agronegócio brasileiro. O segredo para o sucesso, de acordo com Alceu Elias Feldmann, é a agilidade, como declarou ao Globo Rural.
Natural de Santa Catarina, na região sul do Brasil, Alceu Elias Feldmann é formado em agronomia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
 
Começou a trajetória profissional como vendedor de fertilizante na Ultrafértil.
Durante essa fase, morou em várias cidades brasileiras, o que o ajudou a entender a fundo como funcionava uma empresa de fertilizantes.
 A Fertipar começou em 1980, em um armazém alugado, na cidade de Paranaguá.
O sucesso, devido a administração e localização privilegiada, foi instantâneo. Poucos anos mais tarde, a Fertipar era expandida para outras cidade e estados.
 
Em 1984, por exemplo, surge a Fertigran, em Minas Gerais. Já em 1985, é a vez da Fertilizantes Piratini, no Rio Grande do Sul.
Durante os anos 1990, Alceu Elias Feldmann expande o grupo pelo Nordeste. São criadas então os braços Fertine e Fertipar Bahia.
A ampliação na região Sudeste e Centro-Oeste aconteceu já na década de 2000. E o boom da soja foi essencial, já que a venda de fertilizante para o cultivo do alimento é o carro-chefe da Fertipar.
 
Desde seu surgimento em 1980, a média de crescimento do Grupo Fertipar é de 16% ao ano.

‘Folha do Sul’
 

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