Agronegócios
Mercado do Tendência de queda nos contratos futuros enquanto etanol mantém trajetória de alta
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Os contratos futuros do açúcar deram continuidade à tendência de queda que se iniciou no final da semana passada, mantendo-se em baixa no início desta semana. Mesmo com a informação de que a Índia não planeja permitir exportações adicionais de açúcar na temporada 2023/24, que se encerra em outubro, os mercados continuaram desvalorizados.
Na ICE Futures em Nova York, o contrato para maio de 2024 recuou 43 pontos, equivalente a 2,1%, sendo negociado a 20,02 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para julho de 2024 caiu 31 pontos, atingindo 19,82 cts/lb. Os demais contratos apresentaram quedas entre 15 e 27 pontos.
Enquanto isso, na ICE Futures Europe em Londres, todos os contratos de açúcar branco abriram a semana em queda. O contrato para maio de 2024 foi negociado a US$ 615,20 por tonelada, com uma desvalorização de 13,90 dólares, ou 2,2%, em comparação com os preços de sexta-feira. O contrato para agosto de 2024 recuou 9 dólares, sendo cotado a US$ 580,20 por tonelada. Os demais contratos apresentaram quedas entre 2,90 e 9,70 dólares.
Mercado Interno
No mercado interno, o preço da saca de 50 quilos do açúcar cristal se manteve estável em relação à sexta-feira, conforme indicado pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, sendo negociado pelas usinas a R$ 146,29.
Etanol Hidratado
Por outro lado, o etanol hidratado registrou sua quinta alta consecutiva de acordo com o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado ontem a R$ 2.628,00 o m³, em comparação com os R$ 2.620,00 o m³ praticados na sexta-feira, representando uma valorização de 0,31%.
[PORTAL DO AGRONEGOCIO]
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

