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Mercado de boi gordo enfrenta lentidão nas negociações e queda de preços no atacado

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Liquidez reduzida e proximidade do final do ano pressionam valores; exportações também registram recuo

O mercado brasileiro de boi gordo atravessa uma semana marcada pela lentidão nas negociações e estabilidade nos preços da arroba em grande parte das principais praças de comercialização. De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, os frigoríficos têm operado com escalas de abate alongadas, o que reduz a urgência por novas compras e contribui para a cadência no ritmo dos negócios.

Com a proximidade das festas de fim de ano, o mercado enfrenta uma perda de liquidez, o que pode acentuar a tendência de queda nos preços da arroba, dependendo da demanda no atacado.

Preços da arroba nas principais regiões

Os valores da arroba do boi gordo na modalidade a prazo, registrados em 19 de dezembro, apresentaram estabilidade na maioria das regiões:

  • São Paulo (Capital): R$ 315,00 – estável frente à semana anterior.
  • Goiás (Goiânia): R$ 300,00 – sem alterações em relação à última semana.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00 – recuo de 1,59% frente aos R$ 315,00 da semana passada.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00 – estável.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00 – sem mudanças.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00 – inalterado.
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Queda nos preços do atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina registraram declínio, refletindo a menor competitividade frente a proteínas de menor custo, como frango e carne suína. Segundo Maia, esse fator influenciou diretamente na redução das cotações.

  • Cortes dianteiros: R$ 20,30/kg, queda de 0,98% frente aos R$ 20,50/kg da semana anterior.
  • Cortes traseiros: R$ 26,80/kg, redução de 0,74% ante os R$ 27,00/kg registrados na semana passada.
Desempenho das exportações

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 438,372 milhões nos primeiros 10 dias úteis de dezembro, com uma média diária de US$ 43,837 milhões. O volume total exportado foi de 89,335 mil toneladas, correspondendo a uma média diária de 8,933 mil toneladas, com preço médio de US$ 4.907,10 por tonelada.

Na comparação com dezembro de 2023, os dados mostram:

  • Redução de 7,5% no valor médio diário das exportações.
  • Queda de 14,3% na quantidade média diária exportada.
  • Aumento de 7,9% no preço médio da tonelada.
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As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior e refletem os desafios enfrentados pelo setor neste final de ano.

 

“Portal do Agronegócio”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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