Agronegócios
Fernando Cadore participa do Ticaracaticast e destaca a sustentabilidade no agro
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Fernando Cadore participa do Ticaracaticast e destaca a sustentabilidade no agro
A entrevista do presidente da Aprosoja-MT foi transmitida em rede nacional, nesta quinta-feira (27.01), em São Paulo
27/01/2022
Durante a conversa com os apresentadores do Ticaracaticast, Carioca e Bola, no episódio desta quinta-feira (27.01), o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore, falou que o Brasil é hoje o país que mais preserva. Destacou Mato Grosso que utiliza somente cerca de 10% do seu território para plantar, isso representa cerca de 10 milhões de hectares.
“Mato Grosso é o Estado que mais produz e que mais conserva no Brasil. É muito gratificante representar a Aprosoja-MT e dizer que somos o maior produtor de grãos do país”, disse Cadore.
Representando quase 8 mil produtores rurais, Cadore destacou que a soja e o milho trazem segurança alimentar, pois se transformam em inúmeros produtos. “A soja é responsável por 40% da proteína vegetal nos alimentos e é a base proteica da alimentação animal, além da produção do biodiesel em 35 mil toneladas”, destacou o presidente.
Cadore disse que a região Centro-oeste pode ser o maior celeiro do mundo, mas são necessários investimentos em estradas. “Nossa produção assusta, Mato Grosso cresceu ao ano cerca de 4% a 5%, mas não evoluiu na mesma velocidade na infraestrutura, isso precisa melhorar, já que a soja poderá ser o alimento do futuro”.
A partir de agora, duas vezes na semana o Ticaracaticas, com apoio da Aprosoja-MT vai apresentar suas ações do agro brasileiro, duas vezes por semana.
Quer ver o rever a participação do Cadore? Clique no link.
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

