Agronegócios
Aumento no Plantio de Soja e Milho no Brasil: Novos Dados da AgRural
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Aumento no Plantio de Soja e Milho no Brasil: Novos Dados da AgRural
Umidade Favorável Impulsiona Plantio da Safra 2024/25 em Diversas Regiões do País
De acordo com um levantamento realizado pela AgRural, o plantio da safra 2024/25 de soja no Brasil atingiu, na quinta-feira (24), 36% da área estimada, um aumento significativo de 8 milhões de hectares em apenas uma semana. Este avanço se deve, em grande parte, à melhora da umidade em diversos estados do país, em comparação aos 18% registrados na semana anterior e aos 40% do mesmo período do ano passado. Apesar do pequeno atraso em relação à safra anterior, o progresso no plantio é notável.
O estado de Mato Grosso se destacou, respondendo por metade do crescimento observado no Brasil, beneficiado pela chegada de chuvas regulares. No entanto, o Paraná continua na liderança entre os estados, apresentando um forte avanço em sua semeadura, impulsionado pelos bons níveis de umidade no solo. Outros estados também reportaram progressos significativos, com o aumento das chuvas ou, em regiões como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pela diminuição dos volumes de precipitação registrados.
Em relação ao milho verão 2024/25, o plantio alcançou 52% da área estimada no Centro-Sul do Brasil até a mesma data, comparado a 48% na semana anterior e 53% no mesmo período do ano passado. Com as atividades de plantio quase concluídas no Sul do país, o foco dos produtores agora se volta para o desenvolvimento das lavouras, que até o momento apresentam um desempenho muito satisfatório. Nos demais estados, embora as chuvas tenham contribuído para o avanço da semeadura, este processo ainda ocorre de maneira lenta, uma vez que os agricultores estão priorizando o plantio da soja.
“Portal do Agronegócio”
Agronegócios
Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica
Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.
Revisão contratual: prevenção e governança corporativa
Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.
“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.
Base legal e antecipação contratual
A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.
No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.
“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.
Aplicação prática em diversos setores
A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.
Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.
“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.
Contratos flexíveis garantem resiliência
Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:
“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”
Fonte: Portal do Agronegócio

