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Análise dos Mercados de Soja e Milho em Dezembro de 2024

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Preço da soja recua enquanto o milho apresenta aumento; exportações enfrentam desafios

O Rabobank divulgou recentemente o “Brazilian G&O Monthly Update”, referente ao mercado de grãos e oleaginosas, que traz a análise de Marcela Marini, analista do banco. De acordo com o relatório, os preços da soja brasileira apresentaram uma queda de 1% em dezembro, em comparação ao mês anterior. Contudo, quando observados ao longo de 2024, os preços estão 8% mais altos do que no mesmo período de 2023.

Já os preços do milho subiram 1,5% em dezembro em relação a novembro. A desvalorização do real favoreceu o aumento dos preços locais do grão.

Exportações: Soja e Milho Atingem Resultados Menores

Em novembro de 2024, as exportações brasileiras de soja caíram 46%, totalizando 2,6 milhões de toneladas métricas, quando comparadas ao mês anterior. No acumulado de 2024, as exportações de soja estão 1% abaixo do registrado em 2023. A queda nas exportações reflete uma série de fatores, incluindo uma safra menor e a redução da competitividade no mercado internacional.

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As exportações de milho também sofreram um recuo significativo em novembro, com uma queda de 26% em relação a outubro, totalizando 4,7 milhões de toneladas métricas. Comparando o desempenho de 2024 com o do ano passado, as exportações de milho estão 29% menores. A diminuição das exportações é atribuída a uma safra brasileira reduzida e a restrições de calado nos portos do Arco Norte, que afetaram a capacidade de escoamento do produto.

Perspectivas para a Soja: Condições Favoráveis de Cultivo

O plantio de soja está quase totalmente concluído, e as lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento. A RaboResearch, unidade de pesquisa do Rabobank, mantém uma previsão positiva para a safra de soja brasileira, projetando uma produção de 167 milhões de toneladas métricas.

“Portal do Agronegócio”

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Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

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Flexibilidade nos contratos ajuda a manter negócios ativos e reduzir riscos jurídicos

Revisão contratual se torna estratégia chave para empresas em tempos de crise econômica

Em um cenário econômico instável, marcado por inflação, variações nas taxas de juros e crises setoriais, a revisão contratual surge como uma ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios. Mais do que uma medida jurídica, ela se torna um aliado estratégico na gestão empresarial, permitindo que empresas e profissionais adaptem seus compromissos às mudanças do mercado e evitem litígios desnecessários.

Revisão contratual: prevenção e governança corporativa

Segundo o advogado Marco Aurélio Alves de Oliveira, da Hemmer Advocacia, a revisão de contratos deixou de ser apenas uma ação emergencial e passou a integrar as políticas de governança corporativa de empresas que buscam segurança jurídica.

“A revisão contratual é uma ferramenta preventiva. Ela garante que as partes possam renegociar cláusulas diante de situações imprevistas, como oscilações econômicas, alterações legislativas ou crises setoriais. O objetivo é preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade das relações comerciais, sem que seja necessário recorrer ao Judiciário”, explica Marco Aurélio.

Base legal e antecipação contratual

A revisão contratual está prevista no artigo 478 do Código Civil, que permite a alteração ou rescisão de contratos quando acontecimentos imprevisíveis comprometem o equilíbrio financeiro entre as partes.

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No entanto, a antecipação contratual, por meio de cláusulas específicas de revisão, é considerada a melhor estratégia para evitar litígios.

“O ideal é que as empresas já incluam nos contratos cláusulas de revisão, que definam parâmetros claros para renegociação em caso de desequilíbrio econômico. Isso reduz incertezas e traz mais previsibilidade para as partes envolvidas”, complementa Marco Aurélio.

Aplicação prática em diversos setores

A revisão contratual tem sido utilizada em setores como fornecimento, locação comercial, prestação de serviços e financiamentos, especialmente durante períodos de retração econômica.

Com a alta dos custos operacionais e mudanças nas cadeias de suprimento, revisar contratos pode ser decisivo para manter parcerias comerciais ou evitar processos judiciais prolongados.

“É preciso prezar por uma negociação transparente e técnica, sempre com o acompanhamento de uma assessoria jurídica especializada. A revisão deve ser vista como uma oportunidade de ajuste e diálogo, não como um embate. Quando conduzida com boa-fé e base técnica, ela preserva a saúde financeira da empresa e fortalece os vínculos comerciais”, afirma o advogado.

Contratos flexíveis garantem resiliência

Para Marco Aurélio, a principal lição é clara:

“Em tempos de instabilidade, contratos rígidos podem fragilizar negócios; contratos flexíveis, com instrumentos de revisão bem estruturados, garantem resiliência e segurança jurídica.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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