Os primeiros resultados da produção animal no 2º trimestre de 2023 apontam que, ante o mesmo período de 2022, o abate de bovinos cresceu 11,0%, o de frangos aumentou 4,7% e o de suínos caiu 1,6%.

Trimestrais da pecuária – primeiros resultados: abate de bovinos e frangos cresce no 2º trimestre de 2023

Publicado em

AGRONEGÓCIOS

Frente ao 1º trimestre de 2023, o abate de bovinos teve aumento de 12,3%, o de frangos caiu 2,8% e o de suínos recuou 1,1%.

Foram adquiridos 5,72 bilhões de litros de leite, 3,9% a mais do que no 2º trimestre de 2022 e 2,8% a menos do que no trimestre imediatamente anterior. Já a aquisição de peças de couro pelos curtumes cresceu 8,6% frente ao 2º trimestre de 2022 e 7,2% ante o trimestre imediatamente anterior, somando 8,31 milhões de peças inteiras de couro cru. Foram produzidos 1,04 bilhão de dúzias de ovos de galinha no 2º trimestre deste ano, com altas de 2,1% no ano e de 1,8% no trimestre.

agro-ibge-pec-ago23

Abate de bovinos sobe 11,0% no ano e 12,3% no trimestre

No 2º trimestre de 2023, foram abatidas 8,25 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária. Essa quantidade representou uma alta de 11,0% em comparação com o 2º trimestre de 2022 e aumento de 12,3% em relação ao 1º trimestre de 2023.

A produção de 2,14 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 2º trimestre de 2023 consistiu em incrementos de 9,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 12,6% em relação ao apurado no 1º trimestre de 2023.

Leia Também:  Pecuária brasileira pode ampliar sua produtividade de forma sustentável

Abate de frangos cresce 4,7% na comparação anual e cai 2,8% ante o trimestre anterior

No 2º trimestre de 2023, foram abatidas 1,56 bilhão de cabeças de frango. Esse resultado significou um acréscimo de 4,7% em relação ao trimestre equivalente do ano anterior e diminuição de 2,8% na comparação com o 1º trimestre de 2023.

O peso acumulado das carcaças foi de 3,35 milhões de toneladas no 2º trimestre de 2023. Esse total significou aumento de 7,2% em relação ao 2º trimestre de 2022 e redução de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior. 

Abate de suínos tem quedas de 1,6% no ano e de 1,1% no trimestre

O abate de suínos somou 14,00 milhões de cabeças no 2° trimestre de 2023, com quedas de 1,6% ante o mesmo trimestre de 2022 e de 1,1% frente ao 1° trimestre de 2023.

O peso acumulado das carcaças registrou 1,31 milhão de toneladas no 2º trimestre de 2023, queda de 0,3% em relação ao 2º trimestre de 2022 e aumento de 2,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Aquisição de leite sobe 3,9% na comparação anual e cai 2,8% ante o trimestre anterior

Leia Também:  Custeio da safra de milho em Mato Grosso sobe 14%

A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), no 2º trimestre de 2023, foi de 5,72 bilhões de litros. O valor correspondeu a um aumento de 3,9% em comparação ao 2º trimestre de 2022 e queda de 2,8% em comparação ao obtido no trimestre imediatamente anterior.

Aquisição de couro sobe 8,6% no ano e 7,2% no trimestre

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5 000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 8,31 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 2º trimestre de 2023. Essa quantidade representa um acréscimo de 8,6% em comparação à registrada no 2º trimestre de 2022 e aumento de 7,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Produção de ovos de galinha cresce 2,1% no ano e 1,8% na comparação trimestral

A produção de ovos de galinha foi de 1,04 bilhão de dúzias no 2º trimestre de 2023. O resultado representou acréscimos de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,8% em comparação ao 1º trimestre de 2023.

“IBGE”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIOS

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

Publicados

em

Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

Leia Também:  Polícia prende no Pará suspeito de assassinar homem em MT vingando morte do irmão

Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

Leia Também:  Lula tem 47% das intenções de voto e venceria no 1º turno, diz pesquisa Genial/Quaest

A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA