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Trimestrais da pecuária: abate de bovinos e de suínos foram recordes no 3º trimestre de 2023

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Em relação aos bovinos e aos suínos, chegou-se a um novo recorde da série histórica, iniciada em 1997. Ao todo, foram abatidas 14,62 milhões de cabeças de suínos e 8,93 milhões de cabeças de bovinos.

A aquisição de leite foi de 6,23 bilhões de litros, com aumento de 1,3% ante o 3º trimestre de 2022 e de 8,6% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Já a aquisição de peças de couro pelos curtumes subiu 9,2% frente ao 3º trimestre de 2022 e aumentou 4,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior, somando 8,84 milhões de peças inteiras de couro cru.

No terceiro trimestre, a produção de ovos de galinhas chegou a 1,06 bilhão de dúzias, alcançando um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 1987. A alta foi de 2,3% em relação ao registrado no mesmo período de 2022 e de 1,0% frente ao trimestre imediatamente anterior.

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Abate de bovinos sobe 12,2% no ano e 5,5% frente ao trimestre anterior

No 3º trimestre de 2023, foram abatidas 8,93 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa marca representa um recorde, considerando toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1997. Houve alta de 12,2% frente ao 3º trimestre de 2022 e de 5,5% em relação ao 2º trimestre deste ano.

A produção de 2,38 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 3º trimestre de 2023 consistiu em incremento de 10,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 8,3% em relação ao apurado no 2º trimestre de 2023.  

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Abate de suínos cresce 0,5% na comparação anual e 2,9% no trimestre

O abate de suínos somou 14,62 milhões de cabeças no 3° trimestre de 2023. No período, a pesquisa registrou os melhores resultados do abate para os meses de julho e agosto, propiciando o patamar trimestral mais elevado da série histórica desde que ela foi iniciada, em 1997. Isso representa um aumento de 0,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 2,9% em comparação ao 2° trimestre de 2023.

O peso acumulado das carcaças registrou 1,37 milhão de toneladas no 3º trimestre de 2023, o que consistiu em aumento de 2,5% em relação ao 3º trimestre de 2022 e de 3,2% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Abate de frangos sobe 3,2% na comparação anual e 1,4% na trimestral

No 3º trimestre de 2022, o número de cabeças de frango abatidas chegou a 1,58 bilhão. Esse resultado, recorde para um 3º trimestre, significou um aumento de 3,2% em relação ao trimestre equivalente do ano anterior e de 1,4% na comparação com o 2º trimestre de 2023.

O peso acumulado das carcaças foi de 3,32 milhões de toneladas no 3º trimestre de 2023. Esse total significou aumento de 3,6% em relação ao 3º trimestre de 2022 e queda de 1,4% frente ao trimestre imediatamente anterior.

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Aquisição de leite sobe 1,3% no ano e 8,6% no trimestre

A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária no 3º trimestre de 2023 foi de 6,23 bilhões de litros. O valor correspondeu a um aumento de 1,3% em comparação ao volume registrado no 3º trimestre de 2022 e de 8,6% frente ao obtido no trimestre imediatamente anterior.   

Aquisição de couro tem aumento de 9,2% no ano e 4,6% no trimestre

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 8,84 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 3º trimestre de 2023. Essa quantidade representa aumento de 9,2% em comparação à registrada no 3º trimestre de 2022 e de 4,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Produção de ovos de galinha bate recorde, sobe 2,3% no ano e 1,0% no trimestre

A produção de ovos de galinha atingiu um novo recorde de produção no 3º trimestre de 2023, chegando a 1,06 bilhão de dúzias. O volume foi 2,3% maior que a produção do mesmo trimestre de 2022 e de 1,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

“IBGE”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

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Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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