Segundo dados da TOMATE BR, oscilações de clima e falta de maquinário para suportar o crescimento de demanda estão entre os desafios

Safra de Tomate iniciada em todo o Brasil em 2023: gargalos e expectativas

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Com o transplantios finalizados no final de junho com algo em torno de 19.000 hectares cultivados, onde espera-se uma produção próxima a 1,9 milhão de toneladas, sendo considerada a maior safra já registrada no país.

Devido as condições climáticas dos meses de março e abril com excesso de chuvas em todas as regiões produtoras teremos dois momentos na safra, sendo o primeiro marcado por volumes e qualidade medianas devido aos danos causados pelas chuvas e um segundo momento, sendo composto pelos transplantios de meados de abril até junho performando bem dentro do esperado e com qualidade de acordo com as premissas.

As colheitas em algumas fábricas se iniciaram em meados de junho e a plena safra se dará a partir da última semana de julho, sendo que o início foi marcado por alta incidência de frutos verdes e produtividades medianas, de acordo com o explanado acima.

Para o segundo semestre o principal ponto a se destacar é a inversão climática que teremos, partindo de um la nina para um el nino de média intensidade o que acarretará situações de temperaturas mais elevadas e consequentemente aceleração da maturação dos frutos no campo.

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Mesmo diante do cenário de clima, o panorama se mantém quanto a previsões de volume produzidos.

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A Tomate BR, Associação Brasileira que representa mais de 80% dos Processadores e Utilizadores de Tomate Industrial, e que busca trazer mais informações sobre a cadeia produtiva e também dicas de alimentação e saúde aos consumidores brasileiros, traz ao mercado atualização constante com o objetivo de esclarecer ao mercado tanto a importância do produto, como também os problemas enfrentados, desde a obtenção da matéria-prima (produção agrícola e processamento), até sua chegada à gôndola e milhões de lares.

A TOMATE BR integra o World Processing Tomato Council (WPTC), que é uma organização internacional sem fins lucrativos que representa a indústria de processamento de tomate. Atualmente, seus associados, que são organizações profissionais de produtores e/ou processadores representativos de sua área de produção, representam mais de 95% do volume de tomate processado no mundo. Os membros do WPTC são organizações profissionais de produtores e/ou processadores de tomate em: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Califórnia, Chile, China, Egito, França, Grécia, Hungria, Israel, Itália, Japão, Peru, Portugal, Malta, Rússia, Sul África, Espanha, Síria, Tunísia, Turquia, Ucrânia.

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Graças a essa sinergia entre TOMATE BR e WPTC, notícias, tendências e novidades sobre o Tomate pelo mundo são trazidas ao mercado brasileiro com atualização diária e de credibilidade para a tomada de decisões.

“TOMATE BR”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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