AGRONEGÓCIOS

Safra 2023/2024 de algodão em MS apresenta alta produtividade e qualidade superior

Publicado em

AGRONEGÓCIOS

Dados da Ampasul revelam crescimento significativo nos índices de conformidade e o cumprimento de acordos de controle de pragas

A Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) divulgou informações otimistas sobre a safra 2023/2024. O ciclo agrícola atual destaca-se pela alta produtividade e, conforme as análises realizadas em seu laboratório, as plumas de algodão apresentam qualidade excepcional.

A estimativa de produtividade média é de 338 arrobas por hectare. Segundo Renato Marinho de Souza, gestor do Laboratório de Análise de Fibras de Algodão da Ampasul, a conformidade com os critérios exigidos para exportação superou os índices do ano anterior. Um exemplo é o parâmetro de fibras curtas, que, em 2022, apresentou 53% de conformidade e, neste ano, alcançou 70%. Em anos passados, esse índice chegou a apenas 43%.

Além do parâmetro de fibras curtas, outros três critérios importantes — Micronaire, Resistência e Comprimento — também mostraram expressivas melhorias nas conformidades.

Outro aspecto relevante da safra 2023/2024 foi o cumprimento, mais uma vez, do Acordo de Cooperação para o controle do bicudo. Esse acordo estabelece um conjunto de diretrizes e ações que devem ser seguidas por todos os envolvidos na cadeia produtiva do algodão.

Leia Também:  Análise dos Mercados de Soja e Milho em Dezembro de 2024

Assinado durante um fórum de cooperação em 2020, o Acordo envolve a Agopa (Associação Goiana dos Produtores de Algodão), a Ampa (Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão) e a Ampasul, com o objetivo de controlar efetivamente o inseto e prevenir danos econômicos, assegurando a viabilidade da cultura do algodão em Mato Grosso do Sul.

A eficácia do cumprimento do Acordo é demonstrada pelos resultados do BAS (Bicudo por Armadilha) da pré-colheita, concluído em agosto. Na safra 2023/2024, o índice foi de 7 bicudos por armadilha, comparado a 12,4 na safra anterior, conforme comemora Karen Fernanda da Silva, supervisora de fitossanidade da Ampasul.

Outra estratégia adotada pela Ampasul para o controle do bicudo é a destruição de plantas voluntárias de algodão. Anualmente, são realizados trabalhos de arranque nas margens das rodovias, abrangendo uma média de 600 quilômetros.

A Ampasul destaca ainda a importância de os produtores rurais realizarem o controle adequado de plantas voluntárias nas áreas dedicadas a outras culturas, como soja e milho, que serão implantadas neste ano agrícola.

Conforme levantamento da Ampasul, a área total a ser cultivada em Mato Grosso do Sul deverá atingir 31.446 hectares, com 1.843 hectares destinados à segunda época de cultivo, conforme dados coletados no cadastro das áreas a serem cultivadas.

Leia Também:  Datagro vê 3º déficit seguido no mercado de açúcar do mundo em 2024/25

 

“Portal do Agronegócio”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIOS

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

Publicados

em

Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

Leia Também:  Impacto das Chuvas na Qualidade do Trigo: Desafios no Rio Grande do Sul e Alívio na Argentina

Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

Leia Também:  Produção de Grãos da Índia Mantém-se Robusta Apesar de Desafios Climáticos

A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA