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Plantio de soja em Mato Grosso do Sul atinge 16% da área total

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Região Sul lidera com 22,2% de área plantada; expectativas de aumento na produção são promissoras

De acordo com o Projeto SIGA-MS, desenvolvido pela Aprosoja/MS, até 11 de outubro de 2024, cerca de 15,6% da área total de soja em Mato Grosso do Sul já havia sido plantada. A região Sul destaca-se com o avanço mais significativo, alcançando uma média de 22,2% de área semeada. Em contraste, a região Centro apresenta 7,2% e a região Norte, apenas 1,15% de média. Até o momento, conforme estimativas do Projeto SIGA-MS, a área plantada é de aproximadamente 702 mil hectares, segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

Em relação à safra anterior, a porcentagem de área plantada na safra 2024/2025 supera em cerca de 7,4 pontos percentuais a verificada na safra 2023/2024 até a mesma data. Os municípios que se destacam pelo ritmo acelerado do plantio incluem Sete Quedas, com 55% da área estimada, Aral Moreira, com 50%, e Amambai, Coronel Sapucaia e Laguna Carapã, todos com 45%.

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Expectativas de Produção

A expectativa é que a área destinada ao cultivo da soja nesta safra seja 6,8% maior do que no ciclo anterior, totalizando 4,501 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 51,7 sacas por hectare, resultando em uma produção prevista de 13,977 milhões de toneladas, com base na média dos últimos cinco anos.

O êxito do cultivo da soja em Mato Grosso do Sul está intimamente ligado às condições climáticas específicas. “Estratégias como o escalonamento do plantio são essenciais para mitigar vulnerabilidades relacionadas às adversidades climáticas que podem afetar o desenvolvimento da cultura”, observa Balta.

Historicamente, a maior parte da safra é semeada entre os meses de outubro e novembro, com uma janela de plantio concentrada entre 18 de outubro e 8 de novembro, período no qual aproximadamente 70% da semeadura é realizada.

Condições Climáticas

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec-MS), há previsão de chuvas acumuladas entre 30 e 100 mm, principalmente nas regiões Sul, Sudoeste e Sudeste do estado, até o final de outubro. Na última semana, os maiores volumes de precipitação foram registrados nos municípios de Juti e Caarapó, com acumulados de 85,6 mm e 83,6 mm, respectivamente.

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A presença do fenômeno La Niña traz incertezas quanto ao volume de chuvas na região Centro-Oeste do Brasil. Atualmente, Mato Grosso do Sul está sob a influência de um La Niña de intensidade fraca a moderada, e o clima pode ser impactado por outros fenômenos, como frentes atmosféricas e ciclones tropicais. Portanto, as precipitações no estado dependerão de uma série de fatores inter-relacionados.

 

“Portal do Agronegócio”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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