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Mercado de milho deve encerrar semana com negócios inalterados no Brasil

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Os consumidores seguem atuando de maneira comedida nas aquisições, avaliando que os produtores devem, em breve, elevar o volume de cereal ofertado por conta da colheita da safrinha e da falta de espaço nos armazéns. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em baixa. O dólar, por sua vez, tem queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho prosseguiu o dia sem grandes novidades com cotações estáveis na véspera do feriado. A postura dos consumidores segue inalterada nas negociações, adquirindo lotes pontuais apenas, com a avaliação que em breve o volume de oferta deve aumentar com colheitas. As questões de logística merecem atenção no decorrer das próximas semanas. A falta de espaço em armazéns é variável importante na tomada de decisão de venda dos produtores.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 63,00 (compra) a R$ 66,00 (venda) a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 62,50/65,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 53,00/55,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 50,00/52,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 56,00/57,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 60,00/62,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 50,00/52,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 47,00/R$ 50,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 42,00/45,00 a saca em Rondonópolis.

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CHICAGO

Os contratos com vencimento em julho de 2023 operam cotados a US$ 6,08 por bushel, baixa de 4,25 centavos de dólar por bushel ou 0,69% em relação ao fechamento anterior.

O mercado embolsa parte dos lucros obtidos na última sessão, na espera do relatório de oferta e demanda Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado às 13h de hoje (horário de Brasília). Até o momento, o contrato julho/23 acumula 0,2% de perdas semanais.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em uma produção de 15,210 bilhões de bushels de milho em 2023/24, ficando abaixo dos 15,265 bilhões de bushels indicados em maio, mas acima dos 13,730 bilhões de bushels colhidos na temporada 2022/23. A produtividade média deve ficar em 181,2 bushels por acre, aquém dos 181,5 bushels por acre indicados em maio, mas acima dos 173,3 bushels por acre colhidos na safra 2022/23.

Os estoques finais de passagem da safra 2023/24 norte-americanos devem ser indicados em 2,22 bilhões de bushels, levemente abaixo dos 2,222 bilhões de bushels previstos em maio. Para a safra 2022/23, os estoques finais de passagem devem ser elevados de 1,417 bilhão de bushels para 1,446 bilhão de bushels.

Para a safra global 2023/24, os estoques finais de passagem devem ser indicados em 312,8 milhões de toneladas, um pouco aquém das 312,9 milhões de toneladas apontadas em maio. A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2022/23 sejam apontados em 297,1 milhões de toneladas, inferior frente às das 297,4 milhões de toneladas indicadas no mês passado.

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A safra de milho do Brasil 2022/23 deverá ser indicada em 130,8 milhões de toneladas, acima das 130 milhões de toneladas apontadas em maio. Já a safra da Argentina 2022/23 deve ser apontada em 35,5 milhões de toneladas, abaixo das 37 milhões de toneladas previstas no mês passado.

Ontem (8), os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 6,10 1/4 por bushel, alta de 6,00 centavos de dólar, ou 0,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 5,28 1/2 por bushel, avanço de 5,50 centavos de dólar, ou 0,67%.

CÂMBIO
  • O dólar comercial registra queda de 0,30%, a R$ 4,9100. O Dollar Index registra desvalorização de 0,03% a 103,38 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia operaram com preços altos. Xangai, +0,55%. Tóquio, +1,97%.
  • As principais bolsas na Europa operam com preços firmes. Paris, -0,28%. Frankfurt, -0,12%. Londres, -0,50%.
  • O petróleo opera em alta. Julho do WTI em NY: US$ 71,31 o barril (+0,02%).
AGENDA
  • Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.
  • Relatório de oferta e demanda mensal do USDA, as 13h.
  • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.

“Agência SAFRAS”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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