O mercado físico brasileiro de café deve seguir mais um dia de negócios lentos.

Mercado de café deve seguir com preços baixos no Brasil

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AGRONEGÓCIOS

A Bolsa de Nova York (ICE Future US) cai mais de 1% neste momento, prejudicando os preços domésticos. Já o dólar opera com leve alta frente ao real. Diante disso, os produtores tendem a seguir mais cautelosos.

Na terça-feira (19), o mercado brasileiro de café registrou preços bem mais baixos. Segundo informações da Consultoria SAFRAS & Mercado, as bases domésticas do grão caíram acompanhando a queda em Nova York, o que afastou muitos produtores. No entanto, negócios foram reportados envolvendo cooperativas, com volumes até expressivos.

O café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 915,00/925,00 a saca, contra R$ 955,00/960,00 ontem. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 920,00/930,00, ante R$ 960,00/965,00 ontem.

Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 805,00/810,00 a saca, ante R$ 815,00/820,00 ontem.

O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 720,00/725,00 a saca (ante R$ 725,00/730,00), enquanto o 7/8 ficou em R$ 715,00/720,00, contra R$ 720,00/725,00.

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ESTOQUES CERTIFICADOS
  • Os estoques certificados de café arábica nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) na posição de 14 de junho de 2023 estão em 541.774 sacas de 60 quilos, queda de 3.553 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

NOVA YORK
  • Os contratos com entrega em setembro registram baixa de 1,10% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 174,15 centavos de dólar por libra-peso.
  • A posição setembro/2023 fechou a terça-feira a 176,10 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 4,65 centavos, ou de 2,57%.

CÂMBIO
  • O dólar comercial registra alta de 0,18% a R$ 4,8050. O Dollar Index registra alta de 0,01% a 102,55 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai, -1,31. Japão, +0,56%.
  • As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris. -0,27%. Frankfurt. -0,19%. Londres. -0,22%.
  • O petróleo opera em alta. Julho do WTI em NY: US$ 71,23 o barril (+0,05%).
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AGENDA
    • Decisão do Copom sobre o rumo da taxa Selic, a partir das 18h30.
  • Quinta-feira (22/06)
    • Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 8h pelo Banco da Inglaterra.
    • EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h pelo Departamento de Energia (DoE).
    • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
    • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
  • Sexta-feira (23/06)
    • Japão: O índice de preços ao consumidor de maio será publicado na noite anterior pelo departamento de estatísticas.
    • Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
    • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.

“Agência SAFRAS”

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AGRONEGÓCIOS

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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