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Mato Grosso se prepara para o fim do vazio sanitário em 6 de setembro; Mato Grosso do Sul espera até dia 15

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Ajustes no calendário fitossanitário visam proteger a safra 2024/25, com ênfase na prevenção de pragas e doenças como a ferrugem asiática

Os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão em contagem regressiva para o término do vazio sanitário da soja, uma medida crucial para o controle de pragas e doenças, como a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), que causa sérios danos à cultura. Este ano, os calendários foram ajustados, exigindo maior atenção dos produtores. Em Mato Grosso, o vazio sanitário começou mais cedo, em 8 de junho, e se encerra em 6 de setembro, enquanto Mato Grosso do Sul mantém a pausa fitossanitária de 15 de junho a 15 de setembro.

O vazio sanitário impõe a proibição do plantio e da manutenção de plantas de soja vivas em qualquer fase de desenvolvimento por um período mínimo de 90 dias, visando interromper o ciclo de pragas e doenças. Em Mato Grosso, o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) intensificará as fiscalizações para garantir o cumprimento da medida. No ano passado, foram realizadas 5.864 inspeções e 67 autos de infração foram emitidos durante o período.

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O engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da Loc Solution, destaca a importância de respeitar o vazio sanitário, comparando sua relevância à escolha de sementes de qualidade. Segundo ele, sementes com procedência garantida são fundamentais para minimizar riscos de contaminação e preservar a integridade genética das plantas. “Manter o teor de umidade das sementes entre 12% e 13% é crucial para garantir uma germinação uniforme e vigorosa, além de reduzir o risco de danos mecânicos que possam comprometer o grão”, explica Smolareck. Ele também ressalta a necessidade de verificar a procedência dos campos de cultivo para assegurar a adoção de práticas agrícolas adequadas.

Com vistas à próxima safra, as perspectivas são promissoras. A produção de soja no ciclo 2023/24 alcançou 147,38 milhões de toneladas, e o mercado internacional de commodities agrícolas projeta uma oferta global robusta para 2024/25, com as exportações brasileiras de soja estimadas em crescimento de 10%. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um aumento de 10,5% na produção brasileira, o que elevaria o volume total para 169 milhões de toneladas.

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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