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Maior Pulverizador do Brasil Inicia Testes na Bahia

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Maior Pulverizador do Brasil Inicia Testes na Bahia

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Incomagri e Nexat apresentam o Overlander 18.000, maior equipamento de pulverização do país, que promete elevar a produtividade e a sustentabilidade no campo

A agricultura brasileira continua a se expandir, registrando recordes consecutivos de produção e produtividade, especialmente no cultivo de cereais. Para acompanhar esse crescimento, as agroindústrias investem constantemente em inovações tecnológicas que aceleram ainda mais esse processo. Neste cenário, a Incomagri, fabricante de máquinas agrícolas com mais de 40 anos de experiência, está prestes a redefinir os padrões do setor com uma novidade de grande impacto.

Em parceria com a alemã Nexat, renomada por seu sistema holístico e inovador, a Incomagri apresenta o Overlander 18.000, o maior pulverizador do Brasil e um dos maiores do mundo. Com capacidade para 18 mil litros e barramento de 42 metros de comprimento, o equipamento foi projetado para grandes áreas agrícolas e visa elevar a produtividade e a sustentabilidade no campo a novos patamares. Carlos Reinaldo Nogueira Filho, gerente comercial da Incomagri, destaca que a parceria foi impulsionada pela alta tecnologia e robustez dos pulverizadores autopropelidos da empresa brasileira.

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O Overlander já está disponível nos modelos de 2.000L e 2.700L, atendendo às necessidades dos agricultores mais exigentes. Agora, com o modelo 18.000, a Incomagri dá um passo decisivo em sua trajetória. Equipado com dois tanques de aço inoxidável de 9 mil litros cada e dois tanques de 1.000 litros para a limpeza do sistema, o novo pulverizador promete não só aumentar a produtividade, mas também proporcionar uma agricultura mais sustentável, com uma autonomia sem igual.

A grande capacidade de pulverização é possibilitada por um chassi extenso e pela alta potência do Nexat, que possui dois motores Diesel de 550 hp cada, operando de forma híbrida. As rodas são acionadas por motores elétricos conectados a super redutores, garantindo alto torque e controle absoluto, com excelente performance e baixo consumo de combustível. Nas operações de pulverização, a expectativa é operar com apenas um motor Diesel, reduzindo ainda mais o consumo de combustível.

O protótipo do Overlander 18.000 conta com uma barra de pulverização de 42 metros, equipada com sistema de estabilização e controle automático da altura de operação. A Incomagri também planeja oferecer uma versão com barras de 56 metros, além de implementar novas tecnologias para otimizar a operação de pulverização, visando uma maior racionalização de recursos e insumos, eficiência e rendimento.

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Os primeiros testes do Overlander 18.000 estão sendo realizados em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, durante a safra 2024/25. “Estamos à frente e seremos o primeiro fabricante brasileiro a desenvolver um projeto 100% dedicado ao sistema holístico da Nexat”, afirmou Nogueira Filho, destacando a expectativa pelos resultados do protótipo.

Com diferenciais como o sistema de pulverização de quatro bombas de 300 litros por minuto e controle ISOBUS via tela touch screen, o Overlander 18.000 permite aplicações precisas com misturas diferentes de calda, otimizando entradas na lavoura e garantindo rendimento operacional nunca visto antes na agricultura mundial.

Com este lançamento, a Incomagri reafirma seu compromisso com a inovação, sustentabilidade e excelência, colocando a empresa na vanguarda da tecnologia agrícola e marcando um novo capítulo para a agricultura brasileira.

”Portal do Agronegócio”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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