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Governo do Paraná entrega touros Purunã a pecuaristas para fortalecer genética e produção de carne

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Publicado em: 31/07/2025 às 09:30hs

Governo do Paraná entrega touros Purunã a pecuaristas para fortalecer genética e produção de carne

Foto: Touros de raça Purunã foram entregues a pecuaristas do Paraná; ação é para fomentar a genética e a produção de gado de corte no estado. Foto: Centro Universitário Integrado

Entrega dos touros Purunã em Campo Mourão

No dia 17 de julho, pecuaristas, autoridades municipais, representantes do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e do Governo do Paraná se reuniram no Eco Campus do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão para a cerimônia de entrega de touros reprodutores da raça Purunã. A iniciativa integra o Programa Estadual do Gado Purunã, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), que busca incentivar a genética e a produção de gado de corte no estado.

Funcionamento do programa e compromisso dos pecuaristas

Cada produtor beneficiado recebeu um touro da raça Purunã, com valor estimado entre R$ 40 mil e R$ 50 mil, comprometendo-se a devolver três bezerros ao estado após três anos, completando o ciclo de sustentabilidade do programa. Nesta etapa, foram entregues 13 touros, distribuídos entre Campo Mourão (9), Iretama (2) e Altamira do Paraná (2).

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Importância dos cuidados sanitários no manejo

Durante o evento, a doutora em Zootecnia e coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Integrado, Camila Mottin, destacou a relevância de um calendário sanitário eficiente. Ela reforçou a necessidade de planejamento, treinamento das equipes e armazenamento adequado dos imunizantes para garantir a eficácia da vacinação e reduzir custos para os produtores.

Apoio técnico do IDR-PR

O IDR-PR disponibiliza anualmente entre 60 e 80 touros Purunã, além de prestar suporte técnico aos pecuaristas para manejo sanitário, pastagens, genética e suplementação, auxiliando no desenvolvimento das propriedades rurais.

Raça Purunã: orgulho do Paraná

Desenvolvida há mais de 30 anos pelo pesquisador José Luiz Moletta, a Purunã é a única raça bovina de corte originária do Paraná. Resultante do cruzamento entre Charolês, Aberdeen Angus, Caracu e Canchim, a raça é reconhecida por sua adaptabilidade a diferentes relevo e clima, além da qualidade superior da carne produzida. O registro oficial foi obtido em 2016.

Pioneirismo na criação da raça

Marcelo Staker, um dos pioneiros na criação da Purunã, compartilhou sua experiência desde a inseminação inicial nos anos 1990 até o nascimento dos primeiros bezerros com sangue Purunã em 1999, ressaltando a importância da disseminação do conhecimento entre criadores.

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Municípios participantes do programa

Além de Campo Mourão, fazem parte do Programa Estadual do Gado Purunã os municípios de Altamira, Campina da Lagoa, Moreira Sales, Ubiratã e Janiópolis, ampliando o alcance da iniciativa em todo o Paraná.

Reconhecimento e avanços para a agricultura familiar

O secretário municipal da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Campo Mourão, João Marcos Feitoza, considerou o evento um marco para os pecuaristas locais, destacando que o acesso a genética superior valoriza os rebanhos e amplia a produção. Ele também ressaltou os benefícios dos convênios firmados com o governo, como a doação de veículos e maquinários, que fortalecem o apoio técnico e a infraestrutura rural.

Presença de autoridades e lideranças

A solenidade contou com a participação do prefeito de Campo Mourão, João Douglas Fabrício, da vice-prefeita Fátima Claro Nunes, técnicos do IDR-PR, do Centro Universitário Integrado e do presidente do Sindicato Patronal Rural de Campo Mourão, Cezar Bronzel, entre outras autoridades locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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