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Exportação de café solúvel cresce 47% em junho de 2025; Brasil lidera vendas internacionais

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Mercado global registra aumento significativo nas exportações de café solúvel

Publicado em: 01/09/2025 às 20:00hs

Exportação de café solúvel cresce 47% em junho de 2025; Brasil lidera vendas internacionais

Em junho de 2025, as exportações mundiais de café solúvel atingiram o equivalente a 1,3 milhão de sacas de 60 kg, registrando crescimento de 47,2% em relação às 940 mil sacas exportadas no mesmo mês de 2024. O Brasil destacou-se como o principal exportador, com vendas externas de 300 mil sacas, correspondendo a 23% do total global no período.

Exportações de grãos torrados e verdes também apresentam expansão

Além do café solúvel, o comércio internacional de grãos torrados mostrou alta expressiva de 58,1%, passando de 50 mil para 80 mil sacas de 60 kg em relação a junho de 2024. Já as exportações de grãos verdes alcançaram 10,23 milhões de sacas, um crescimento de 3,3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Grãos verdes seguem dominando o comércio global, mas solúvel ganha espaço

Na composição das exportações globais em junho de 2025, os grãos verdes continuam predominando, representando cerca de 87% do volume total embarcado. O café solúvel respondeu por aproximadamente 11%, consolidando o Brasil como líder absoluto neste segmento, enquanto os grãos torrados tiveram participação menor, em torno de 0,7%.

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Esses dados mostram que, embora os grãos verdes mantenham relevância estrutural no comércio internacional, os segmentos de café solúvel e torrado apresentam crescimento consistente, reforçando o dinamismo do mercado global.

Relatórios detalhados estão disponíveis no Observatório do Café

As informações destacadas nesta análise foram extraídas do Relatório sobre o Mercado de Café – Julho 2025, da Organização Internacional do Café (OIC). O documento completo pode ser consultado no Observatório do Café, coordenado pelo Consórcio Pesquisa Café da Embrapa Café, que disponibiliza relatórios detalhados desde julho de 2014.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

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Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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