Saúde em dia, conforto, nutrição balanceada e ambiente seguro. Estes estão entre os mais importantes pilares das práticas de bem-estar animal, tema cada vez mais em evidência na pecuária brasileira e mundial. Reduzir os fatores de estresse que afetam os bovinos – sejam eles de corte ou para produção de leite – contribui para o aumento da produtividade, bem como para a desejada oferta de alimentos a partir de práticas sustentáveis.

Cuidar do bem-estar dos bovinos também é ter agilidade no tratamento de infecções

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Apesar disso, infelizmente algumas vezes os cuidados sanitários são negligenciados nas propriedades rurais.

É o caso de infecções, que começam simples e podem se tornar devastadoras. Sem o tratamento adequado, provocam terríveis diarreias, o que prejudica o desenvolvimento dos animais – especialmente os bezerros – e têm potencial para chegar a um estágio mais grave, causando até a morte.

E cada morte de bezerro representa prejuízo mínimo de R$ 3 mil, no caso de bezerros de corte, e até mais de R$ 6 mil em novilhas de leite. Além disso, ainda que sobreviva, o animal pode ficar gravemente afetado, rendendo menos do que o esperado. De qualquer maneira, o prejuízo é irreversível.

Com o avanço da tecnologia e pesquisas, não há desculpa para os pecuaristas deixarem de investir na prevenção e no controle das enfermidades. O mercado brasileiro conta com soluções eficazes, com facilidade e agilidade de tratamento, inclusive com medicamentos com dose única, auxiliando muito no manejo dos animais.

Esse recurso favorece a rotina da equipe da fazenda, gera a racionalização de custos e é bom para a saúde e o rendimento dos bovinos.

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A associação de antibióticos com anti-inflamatórios é uma moderna e eficaz tecnologia à disposição dos pecuaristas, que possibilita a rápida recuperação dos animais, permitindo o seu retorno à produção. Destaque à união do anti-inflamatório meloxican com o antibiótico ceftiofur, tecnologias presentes em Acura® Max, da Vetoquinol Saúde Animal, uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo.

A combinação de meloxican e ceftiofur é ideal para a recuperação rápida e eficaz dos animais, especialmente se a opção for por uma marca com dose única e baixa carência. É a associação que toda fazenda deve ter na farmácia para aplicação assim que surgir qualquer sinal de infecção nos bovinos, como febre, perda de peso ou diarreia.

Essa ação simples também está perfeitamente aliada aos princípios do bem-estar animal e de uma produção cada vez mais sustentável e de qualidade, altamente desejáveis na pecuária moderna e de resultados.

Por Antônio Coutinho, gerente de produtos para animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal. 

“Portal do Agronegócio”

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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