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Cenários Geopolíticos e Econômicos do Brasil e do Mundo serão Discussões Centrais no Congresso do Trigo

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Evento ocorrerá de 23 a 25 de outubro em Foz do Iguaçu (PR) e abordará temas cruciais para o setor

Em um contexto desafiador para o mercado global de trigo, compreender as dinâmicas do setor torna-se essencial para desenvolver novas estratégias e enfrentar futuros obstáculos. Para isso, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) dará início à programação do 31º Congresso Internacional da Indústria do Trigo com análises conduzidas pelo cientista político Gustavo Segré e pelo economista Sergio Vale. O evento está marcado para os dias 23, 24 e 25 de outubro, no Hotel Bourbon Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR).

De acordo com Rubens Barbosa, presidente-executivo da Abitrigo, a escolha dos especialistas reflete as necessidades do setor atual, que demanda um diálogo mais claro e fundamentado na busca por soluções que beneficiem toda a cadeia produtiva. “Até o momento, 2024 tem sido um ano repleto de incertezas, e novos desafios certamente surgirão no futuro do setor. Por isso, reunir representantes, especialistas e profissionais de destaque de toda a cadeia do grão é uma abordagem eficaz para entendermos as tendências e projeções do mercado, auxiliando a indústria para o próximo ano”, explica Barbosa.

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Gustavo Segré, formado em Administração e Ciências Contábeis, é comentarista político e econômico da Jovem Pan. Sergio Vale, por sua vez, possui mestrado em economia, doutorado em Relações Internacionais e atua como comentarista na CNN Brasil. Juntos, eles apresentarão a palestra inaugural intitulada “Economia e Geopolítica no Brasil e no Mundo”.

“A inclusão desses dois especialistas na palestra de abertura reafirma nosso compromisso com a informação de qualidade, permitindo que nossos participantes tenham uma visão abrangente do que ocorre no Brasil e no exterior, o que possibilita a identificação de gargalos e oportunidades”, ressalta o presidente da Abitrigo.

Programação Enfocada em Temas Relevantes

O congresso contará com uma agenda voltada para temas de relevância no setor do trigo. O primeiro painel, intitulado “O Mercado do Trigo”, incluirá a participação de Roberto Sandoli Jr., especialista em Commodities da Cooperativa Agrária, que abordará o mercado nacional, e Eduardo Vazques, trader da IPSOY S.A., do Uruguai, que apresentará uma visão sobre o cenário internacional.

Segundo Sandoli, discutir as expectativas para a atual safra no Brasil é uma oportunidade significativa, uma vez que o evento é “o maior encontro sobre trigo do País”. “Este é o local ideal para estabelecer conexões, identificando na prática o desenvolvimento do mercado brasileiro e como concluiremos esse ciclo”, afirma.

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A programação ainda incluirá painéis sobre “Tecnologias e o Futuro do Trigo na Alimentação”, “O Trigo e a Mídia” e “Os Canais de Vendas dos Derivados do Trigo”, além de workshops e uma Feira de Negócios, com apresentações de produtos, máquinas, equipamentos e tecnologias inovadoras.

“Como já é tradição, nosso evento vai além da troca de informações e do debate sobre o futuro da cadeia do trigo. Ele também cria um ambiente propício para a formação de novas conexões em prol do desenvolvimento do cereal no país”, conclui o presidente-executivo da Abitrigo.

Para informações sobre a programação completa, inscrições e hospedagem, acesse o site oficial do evento: Congresso Abitrigo.

 

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA
Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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